sexta-feira, 25 de maio de 2012

Somos todos Poetas: O Revolucionário Virtual


A coluna "Somos todos Poetas" está de volta, continuando a série com as letras do projeto Folie a Deux. Lembrando que o EP ainda não tem previsão de início de gravações, mas que algum dia ele irá sair, e o Rock'N'Prosa irá anunciar com o maior orgulho. Por enquanto, fiquem com os poemas que serão base para as composições.



O Revolucionário Virtual

Para quê pneus queimados? 
Se posso mudar o mundo do meu quarto
Para quê sair em passeata?
Se toda aquela revolução não deu em nada

Eu vou apertar um botão
E mudar minha nação
É isso que acredito valer
E com essa ilusão vou viver

Para quê fazer grandes discursos?
Se com uma simples imagem ganho o mundo
Para quê lutar pelos meus direitos?
Se sentado posso curtir o mundo inteiro

Eu vou fazer a revolução
E mudar minha nação
Não preciso nem sair de casa
Na verdade não preciso fazer nada

Se a violência não entra em greve
Eu mostro minha indignação na rede
Mesmo que o bandido não se entregue
Ela vai matar a minha sede

Para quê fazer um abaixo-assinado?
Se todo mundo pode compartilhar os fatos
Para quê ir ao Congresso Nacional?
Se posso apenas trocar de canal

Eu vou apertar um botão
E fazer a revolução
É com isso que vou fazer história
E ficar com toda a glória

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A Máquina do Tempo



São poucas as bandas que podem se dar ao luxo de embarcar em uma Máquina do Tempo. O Iron Maiden fez isso a alguns anos atrás, com sua magnífica Somewhere Back in Time tour, relembrando antigos clássicos dos anos 80, que não era executados há muito tempo. Mais recentemente o Rush criou sua própria Máquina do Tempo e embarcou, levando os fãs pelo mundo do Moving Pictures (1981) e outros clássicos da banda.

Mas, do que consiste isso na verdade?

Muita gente não é fã das turnês "Máquina do Tempo", ou "Retrô", como queiram chamar. Eu vejo isso tudo como uma oportunidade, uma chance de rever clássicos, uma nova chance de reviver uma época.
Iron Maiden e sua volta aos anos 80 com a Somewhere Back in Time tour.

É legal para as bandas lançarem novos álbuns? É sim, absolutamente. Mas, a sensação de embarcar numa Máquina do Tempo é indescritível. Pude vivenciar isso com o Iron Maiden em 2008 e 2009, onde a banda executou grandes clássicos, músicas que não eram executadas a mais de 10 anos, músicas que nunca tinha pensado em ver ao vivo algum dia. Essa é a magia dos clássicos, a magia da Máquina do Tempo.

Voltando mais no tempo ainda, temos Paul McCartney, executando músicas dos primeiros álbuns dos Beatles (datados do início dos anos 60) e o Lynyrd Skynyrd, com seu rock sulista dos anos 70, que não envelheceu com o tempo.

Mas, tudo isso é apenas para falar da Máquina do Tempo mais recente que presenciei, virtualmente, infelizmente. O Time Machine (2011), do Rush.
Rush e sua turnê Time Machine, em 2010, culminando no lançamento do DVD com mesmo nome.

A primeira sensação que temos é que realmente estamos embarcando na História do Rush, com a brilhante abertura no telão culminando em Spirit of Radio. É impressionante como eles conseguem puxar a sua atenção para o espetáculo, casando telão e palco perfeitamente. Clássicos não faltam em um show do Rush, mas o diferencial dessa Máquina do Tempo é a execução na íntegra do Moving Pictures (1981), trintas anos após o seu lançamento.

Não adianta eu ficar falando de todas as músicas desse show, porque isso não é uma revisão, e sim uma impressão sobre o efeito desse dispositivo que nos faz voltar no tempo.

Isso é a prova que temos para ratificar a imortalidade da música, mesmo após trinta anos, um álbum ainda é capaz de agradar uma grande parte do público. E isso acontece com todos os estilos de música. Músicas são relembradas, vividas e cantadas como se tivessem sido lançadas a pouco tempo.

A Máquina do Tempo sempre voltará enquanto a música respirar, trazendo músicas e melodias que nós nunca cansaremos de ouvir e apreciar.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Rio Grande do Rock



Estava passeando pelas pastas do meu computador, e acabei por encontrar esse texto. Tinha escrito ele há um certo tempo e não sei por qual motivo, não publiquei ele. Mas, antes tarde do que nunca, essa é minha homenagem a esse estado inundado de rock'n'roll.

Confesso que quando comecei a trilhar o caminho do rock'n'roll, só dava importância para as grandes bandas, clássicas. Não sei o que aconteceu, mas hoje meu olhar está voltado para as bandas locais, com trabalho autoral, realmente não sei o que aconteceu. Uma prova disso é que um dos motivos de eu querer ir para o Metal Open Air (antes de todo o fiasco) era para ver o Hangar dentre as bandas, ao invés de ir ver o Megadeth. É até estranho ouvir isso, vocês podem pensar que é mentira, mas é verdade mesmo.

Antes de começarem as críticas, quero logo dizer que não sou nenhuma autoridade no assunto, não sou empresário, não sou organizador de shows nem nada. Vou só falar aquilo que está dentro do meu pequeno escopo.

O nosso estado possui uma cena bem definida no rock'n'roll, a rede que só envolvia Natal/RN agora envolve as cidades de Mossoró/RN, Assu/RN, Felipe Guerra/RN e Caicó/RN, só para citar algumas cidades.

Tive a oportunidade de acompanhar o trabalho de algumas bandas ultimamente, bandas que eu vi começarem e hoje estão de vento em popa. Foi assim com o Seyfer, do Thiago Seyfer e Ciro Jales, com o Evilrazor, do Ycaro Fernandes e Wendell Oliveira e o Amenkharis, do Jefson Freire. E diga-se de passagem, o primeiro show de rock que fui na vida foi aberto pelo Amenkharis e teve ainda o Darkside, de Fortaleza/CE, banda que sempre faço questão de prestigiar quando aportam pelo RN.
Evilrazor.
Outra banda que esteve presente em um dos primeiros shows que fui foi o The Red Boots, por volta de 2003, se não me engano, pois bem, os caras ainda estão na ativa, e estão trazendo um rock'n'roll de raiz no seu álbum Aracnophilia (2011). O Seyfer lançou o EP Warriors of the King (2010), trazendo o heavy metal na sua forma mais pura. O Evilrazor caminhou pelo lado mais pesado e isso tudo foi registrado brilhantemente no Be prepared...For the real holocaust (2009). E detalhe, recentemente fui informado que o Evilrazor estará na Roadie Crew desse mês, maior revista destinada ao rock'n'roll do Brasil.
capa do Be Prepared...For the Real Holocaust (2009), do Evilrazor.

capa do Warriors of the King (2010), do Seyfer.

O que queria falar com tudo isso é que todas essas bandas, apesar de não serem "clássicas", merecem o nosso respeito, porque sempre um trabalho excelente está por trás delas. Tenho certeza de que se alguma música das bandas ditas "pequenas" fossem assinadas por Ozzy Osbourne ou Steve Harris, por exemplo, elas poderiam se tornar grandes clássicos da música. Sei que é meio exagerado dizer isso, mas as vezes é o que ocorre.
capa do Godhound (2012).
Caminhando em meio a tudo isso está o Godhound, com o seu EP Godhound (2012), trazendo uma mistura do rock'n'roll clássico com o contemporâneo. O próprio Comando Etílico, com o seu excelente heavy metal clássico no seu álbum Comando Etílico (2010), começando a representar o Rio Grande do Norte no Nordeste e Brasil. Indo para o lado mais extremo, temos o excelente Expose Your Hate, do grande Cláudio Slayer, que estava listado entre as bandas nacionais do Metal Open Air, uma grande conquista de fato. Não esquecendo também da clássica Deadly Fate, banda precursora do heavy metal no Rio Grande do Norte. Nunca tinha escutado nada deles antes, até vê-los na abertura do show do Hangar, em Natal/RN, excelente banda, de fato.







Finalizando, enquanto publicava esse texto, escutava ao HardAlliance, banda de heavy metal também potiguar, do grande vocalista Lucca Medeiros.


Então, vamos prestigiar nossos filhos do rock'n'roll, porque muitas vezes bandas excelentes estão ao nosso lado e não sabemos. Fica a dica do Rock'N'Prosa.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Resenha de shows: Paul McCartney (21/04/12 - Recife/PE)



Dia 21 de abril de 2012, um dia para ficar marcado na história da música do mundo, um dia para ser lembrado para sempre nas canções dos bardos ao longo de todas as eras, sempre que um canto possa ser ecoado pela voz humana.

Se alguém me perguntasse há 2 anos atrás se eu algum dia imaginaria assistir duas vezes um dos meus músicos favoritos de todos os tempos, certamente diria que não, porque essa realidade estava muito longe. Mas, eis que a história pregou suas peças e me trouxe para assistir Paul McCartney mais uma vez.

Tudo começou, mais uma vez, com os boatos das possíveis apresentações de Paul em Recife/PE, Florianópolis/SC e Brasília/DF, só que somente as duas primeiras foram confirmadas. O que achei diferente logo de cara, desse show em relação ao do Rio de Janeiro (se quiser saber como foi, confira AQUI), foi a corrida pelo ingresso. Nada de cartão de crédito Bradesco e afins, nada de pré-venda, todos eram iguais. Sem dificuldades comprei meu ingresso para a arquibancada superior do estádio Arruda, lugar escolhido a dedo para essa apresentação, e não podia ser melhor.
Montagem do palco no estádio Arruda.
Após isso, só nos restava esperar para que o dia 21 de abril chegasse até nós, e ele não demorou. Perdi o toque do despertador, que esse ano tinha escolhido para ser Here Comes the Sun, mas acordei a tempo de pegar o ônibus às 09:00 de Natal/RN rumo a Recife/PE. O especial dessa viagem foram as companhias, pela primeira vez estava viajando com todos meus amigos de infância para assistir um grande show, ou nas palavras do grande Karlo Schneider: "O dia em que 5 discípulos de Roberto Bruce Lee se reuniram para assistir Sir Paul McCartney". Você pode não está entendo isso, mas significou muito para todos nós no momento, foi especial.

Enfim, depois de algumas horas de estrada, regadas a Paul McCartney, Beatles e conversas no ônibus (e diga-se de passagem, acabei por encontrar um ex-síndico do meu prédio indo no mesmo ônibus para o show também), finalmente chegamos à Recife/PE e ao estádio do Arruda, ou "Gigante do Arruda", como justamente chamam esse estádio.

Agora vem o melhor, se eu comecei dizendo que não esperava assistir 2 shows de Paul nesses últimos tempos, muito menos esperava cruzar com ele em algum momento da minha vida. Pois bem, chegamos no estádio por volta das 17:00 e fomos caminhando para o fim da fila kilométrica que dava acesso à arquibancada superior. Assim que chegamos no final da fila (encostados numa grade), surge o som de sirenes e um veículo apareceu por trás delas, com um tempo, o veículo passa a 2 passos de onde estávamos e um senhor estava acenando em nossa direção, era o velho Macca em pessoa. Isso já fez valer o ingresso para mim, o grupo que estava lá comigo também não acreditou, um verdadeiro brinde a todos nós.
Na fila do show. Paul McCartney entrou por esse portão na esquerda.
Após a abertura dos portões, entramos no estádio e guardamos nossos lugares. Enquanto se espera por um show desses, assunto é o que não falta, e me lembro até que acabei escutando The light that has lighted the world, de George Harrison. 

Novamente aquele DJ americano abriu o show, e novamente não prestei atenção. Por volta das 21:00 a apresentação acaba e os telões são ligados. Após 30 minutos de fotos e músicas da carreira-solo de Paul e dos Beatles, às 21:30, pontualmente, Paul McCartney sobe ao palco para contemplação dos 50.000 presentes. O interessante sobre um show desses é que o público não se resume ao Nordeste, encontrei gente de Niteroi/RJ na fila, e isso é só uma parte, com certeza tinha gente de todo o Brasil  em Recife/PE.
50.000 pessoas dentro do Arruda esperando o início do show de Paul McCartney.
Com o início do show veio a minha "apreensão". Desde o ano passado falava em ver Magical Mystery Tour ao vivo, e com o início do show veio a expectativa. Mas, Paul não desapontou e começou o show com ela, e continuou com Junior's Farm, do Wings e All my Loving, dos Beatles. Acho que perdi minha voz logo em Jet, mas não deixei de cantar Got to Get You Into my Life também. Em Sing the Changes parei para tirar umas fotos, mas o show continuou com The Night Before, dos Beatles, música que nunca tinha visto ser executado ao vivo e que Paul incluiu nessa On the Run tour.

Novamente Paul se esforçou para falar o máximo de português possível, como faz em todos os seus shows no Brasil. Depois de um tímido "Boa noite, Recife" e "Olá, pernambucanos", Paul surpreende e manda um "Povo arretado", para alegria de todos os Nordestinos presentes. O show continuou com as sempre presentes Let me Roll It (seguida de Foxy Lady, do Jimmi Hendrix), Paperback Writer e The Long and Winding Road. Ainda vieram Nineteen Hundred and Eighty-Five, dos Wings, e My Valentine, do novo álbum do Paul McCartney, Kisses on the Botton (2012). 

Agora, parem as máquinas!! Se tinha uma música que valeria a pena toda a viagem e todo o esforço, seria Maybe I'm Amazed, e foi tudo aquilo que eu achava e mais um pouco, acho que Linda McCartney deve se orgulhar, onde quer que ela esteja, toda vez que Paul executa essa música.

Depois de começar no baixo, ir para o piano, Paul volta para o violão e executa mais uma surpresa, Things We Say Today, do álbum A Hard Day's Night (1964), dos Beatles, seguida de And I Love Her, do mesmo álbum. Depois, ainda no violão, ele executou Blackbird e Here Today, seguida de Dance Tonight, com direito a coreografia do baterista Abe Jr. Depois veio simplesmente, a agora clássica da cerveja, Mrs. Vandelbilt, do Wings, seguida de Eleanor Rigby.  Um show desses possui tantos clássicos que você tem que escolher um para se sentar e salvar um pouco de energia, essa música acabou sendo Eleanor Rigby.
Paul McCartney no palco.
E quem disse que os momentos especiais acabariam? Depois de Magical Mystery Tour e Maybe I'm Amazed, veio Something, minha música favorita dos Beatles, e para quem acompanhou a resenha do ano passado, esse ano sim, consegui ligar para meu pai no meio da música. Esse ano pude ver todas as fotos de George Harrison no telão, à medida que Paul executava a música, e me foi dito por Schneider que aquelas fotos eram de Paul e George gravando Something, na época do álbum Abbey Road (1969).

Band on the Run, maior clássico dos Wings, foi executado com maestria, o que animou todo o estádio. Após ela aconteceu algo inusitado, alguém na pista prêmio gritou "Ringo, Ringo", Paul entendeu a mensagem e puxou o começo de Yellow Submarine, com direito a imagem do submarino amarelo no telão e tudo, foi um bom momento, de fato. O show continuou com a animada Ob-la-di, Ob-la-da e Back in the U.S.S.R, que no show ficou sendo "Back in M.S.S.R" (em alusão à cidade de Mossoró/RN). I've got a Feeling e A Day in the Life, seguida de Give Peace a Chance, de John Lennon, deram continuidade ao show, abrindo espaço para o que viria em seguida.

De volta ao piano, com luz de velas no telão, Paul inicia a emblemática Let it Be, seguida de Live and Let Die, e aí sim, com um verdadeiro show pirotécnico para explodir a cabeça de todos os presentes. Aquilo será de fato algo para ficar na lembrança, Paul não economizou nos fogos de artifício, uma explosão atrás da outra. Enquanto a fumaça ainda pairava no ar, o show continuou com Hey Jude, maior clássico dos Beatles.

A banda se despede do palco e volta para o primeiro bis trazendo uma bandeira do estado de Pernambuco e do Reino Unido, executando Lady Madonna, Day Tripper e Get Back, clássicos dos Beatles. Após pouca espera, Paul volta ao palco com Paul Wickens, nos teclados, e executa a épica Yesterday. Logo após, a banda inteira volta ao palco e executa a pesada Helter Skelter. E um show desses não podia acabar sem emoção, de volta ao piano, Paul dá início a Golden Slumbers, seguida de Carry That Weight e The End, faixas de encerramento do último álbum dos Beatles para encerrar um show em que a palavra "brilhante" não é capaz de descrever.
Público deixando o estádio após o show.
Bem pessoal, foi mais um show brilhante que tive a oportunidade de presenciar, talvez não tenha conseguido passar a emoção do que foi o show nessas palavras. E como diz Paul McCartney no encerramento do show: "Até a próxima".

sábado, 24 de março de 2012

Nós também fazemos covers pt.V


Uma banda que apesar de antiga, mas que só passei a escutar de um tempo para cá, é o Creedence Clearwater Revival. Tive contato com seus álbuns e daí apareceram os meus favoritos, o Cosmo's Factory (1970) e o Willie and the Poorboys (1969).

Pois bem, escutando o Cosmo's Factory (1970), a música Lookin' out my back door chamou minha atenção. A música lembra o ritmo country americano, algo parecido com Cotton Fields no Willie and the Poorboys (1969). E é essa música do Cosmo's Factory (1970) que é tema da nossa volta aos covers.

O Children of Bodom ultimamente vem fazendo muitos covers em seus álbuns, muitos inusitados, por assim dizer. Dessa vez, nem o Creedence não escapou.

Segue abaixo a versão original de Lookin' out my back door, executada por John Forgety, voz eterna do Creedence Clearwater Revival:





E agora, segue a versão death speed metal (sei que foi exagerado) do Children of Bodom:





domingo, 18 de março de 2012

Os Celtas também eram rock'n'roll


Como alguns já sabem, apesar de engenheiro, sempre fui grande fã de história. Para minha sorte, o rock'n'roll compartilha do mesmo gosto e muitas bandas lançaram trabalhos tendo a história como tema principal. Só para ilustrar, poderíamos citar o Iced Earth, que lançou uma música dedicada à Batalha de Gettysburg, como já foi tema aqui no Rock'N'Prosa (confira AQUI).

Dediquei parte do meu tempo nos últimos anos à obra de Bernard Cornwell, escritor e historiador inglês, o qual gostaria de recomendar para todos aqueles fãs de história antiga e medieval. Isso me trouxe para perto da cultura nórdica e também da Celta, pude de fato mergulhar de cabeça nesse mundo, desde a religião até a música.

Trazendo o assunto para o lado musical. A música celta sempre foi bastante rica, formada por instrumentos de percussão, sopro e de cordas. O som é bastante característico, o que influenciou o som dos bardos e menestreis na Idade Média.

Nos tempos atuais, bandas decidiram resgatar esse som e fazer novas composições, o que acabou por formar uma das minhas escolas favoritas do rock'n'roll, o Celtic Rock (ou "Rock Celta", em tradução-livre).

As bandas de Celtic Rock fogem um pouco da formação clássica do rock'n'roll. Ao invés de guitarra, baixo e bateria; temos guitarra, baixo, bateria, piano, flauta, percussão, bandolim, sanfona, dentre outros instrumentos celtas que infelizmente desconheço a nomenclatura.

Tuatha de Dannan, celtic rock brasileiro.
O movimento foi iniciado na Europa, paralelamente na Escócia e Irlanda, mas puxando a música mais para o lado "folk", como foi o caso do Thin Lizzy.

Com o passar dos anos, mais bandas foram surgindo. Ainda trabalhando com o lado "folk", no final dos anos 1980 a Espanha revelou o Mago de Öz. O Mago de Öz incluiu sanfona (ou acordeon, como queiram chamar), violino e flauta transversal ao rock'n'roll e produziu grandes composições. Infelizmente, eles nunca aportaram pelo Brasil, se não estou enganado. Minha música favorita é Molinos de Viento, tendo como tema principal a obra de Cervantes, Don Quixote.





Outra banda decidiu puxar a música celta para um lado mais extremo, o Eluveitie. A banda é nova, iniciou suas atividades em 2002, e misturou com grandeza o instrumental celta com os vocais guturais característicos do Death Metal. Os 8 integrantes da banda, dentre vocalistas e instrumentalistas celtas, fazem jus à escola do rock celta, e estão levando a bandeira do movimento adiante.





O Brasil não ficou atrás e também produziu a sua banda de rock celta, o Tuatha de Dannan. A banda natural de Varginha/MG produziu grandes álbuns, como o Trova di Danú (2004) e ainda gravou um DVD, o Acoustic Live (2009).



Enfim, enquanto essas bandas durarem e novas surgirem, a cultura Celta continuará preservada. Isso acontece com outras culturas também, como banda que misturam a música Nordestina ao rock'n'roll ou até mesmo a música clássica ao rock'n'roll. Tudo isso serve como um instrumento para se alcançar a imortalidade  da cultura.

Concluindo, para quem não conhecia essa escola do rock'n'roll, espero que tenha gostado, e que curta ela assim como eu curto.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Às Mulheres


Um dia como outro qualquer, até um massacre ter dizimado um grupo de mulheres no Reino Unido, que lutavam por seus direitos. O mundo passou a ver essas pequenas criaturas divinas com outros olhos e passaram a "celebrar" isso no dia de hoje, homenagem mais que justa traduzida no Dia Internacional da Mulher.

Então, o mínimo que o Rock'N'Prosa poderia fazer é felicitar essas pessoas tão importantes para todos, que adicionam acordes às nossas músicas, que servem inúmeras vezes de temas para grandes canções, que iluminam o palco quando o mesmo escurece, que afinam nossas guitarras, que aquecem o espetáculo da vida...

Esse dia de hoje é dedicado a vocês. Curtam com muito rock'n'roll!!!