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terça-feira, 26 de julho de 2011

Galeria de Clássicos: Porcupine Tree - Fear of a Blank Planet (2007)

capa do Fear of a Blank Planet (2007).
Vamos já começando com uma polêmica, porque esse álbum não tem idade para ser um clássico, mas, já o considero como tal. Profetizando um pouco, daqui a alguns anos, tenho plena conficção de que o Porcupine Tree será apontado como o novo Pink Floyd. A banda é de um estilo único, consegue misturar peso e sequências harmônicas brilhantes em suas músicas.

Em outra oportunidade cheguei a recomendar o álbum In Absentia (2002) (confira AQUI) para vocês web-leitores escutarem, mas nada se compara ao Fear of a Blank Planet (2007), que é a maior obra-prima deles na minha opinião.

Com 50 minutos de duração distribuídas em 6 faixas, os britânicos do Porcupine Tree nos levam pela realidade atual do mundo nesse álbum, falando sobre a ilusão que muitos acreditam ser a vida. A banda conta com toda a intelectualidade de Steven Wilson (guitarra e vocal principal), John Wesley (guitarra), Gavin Harrison (bateria), Richard Barbieri (teclado e sintetizador) e Colin Edwin (baixo).
Porcupine Tree (da esquerda para a direita): Gavin Harrison, Richard Barbieri, Steven Wilson e Colin Edwin.
Esse álbum é de uma grandeza inimaginável, a abertura fica por conta das teclas do computador de Fear of a Blank Planet, anunciando que todo o planeta está condenado a viver "em branco", preso no mundo da internet.

Sem pausas, o álbum continua na brilhante My Ashes, e sua suave melodia. A letra fala sobre esperança, depois de toda a "destruição" anunciada na primeira faixa do álbum, o Porcupine Tree fala que ainda existe uma salvação. Ou, sendo mais específico, no refrão a banda nos diz: "E as minhas cinzas irão achar um caminho em meio à nevoa, e retornar para salvar a criança que eu esqueci", não precisa dizer mais nada. Todo o álbum foi executado ao vivo na turnê, e um show foi registrado no DVD Anesthetize (2010), de onde foram retirados esses vídeos abaixo:



O que mais gosto desse álbum é que você não pode escutar simplesmente uma única música, o álbum todo é uma sequência e deve ser respeitada. Por exemplo, My Ashes perde o sentido se não for escutada na sequência de Fear of a Blank Planet, e a maior obra-prima do Porcupine Tree, Anesthetize, também é assim.

Anesthetize é uma faixa épica com 17 minutos de duração, que nunca me canso de escutar, tamanha a sua grandiosidade. A quantidade de riffs presentes nela é gigantesca, não sei como a banda consegue memorizá-los e executá-los nos seus shows. Variações no ritmo da música também deixam ela melhor e não a torna cansativa. Analisando a letra, podemos ver que toda a luta que foi travada em My Ashes foi perdida, a personagem se isola em seu mundo, aliás, no nosso mundo. Podemos ver na letra frases como: "Apenas a MTV dita a filosofia, estamos perdidos no shopping andando feito zumbis entre as lojas". Que atire a primeira pedra quem não vive nesse mundo. Poucas pedras serão lançadas, eu sei. Essa é a música que define tudo o que o Porcupine Tree é, e é o ponto chave desse álbum.




Após toda a "eletricidade" de Anesthetize, a banda diminui um pouco o ritmo com Sentimental. O que gosto também do álbum é a sua sequência de fato, alterna entre músicas pesadas e mais lentas. Em Sentimental nos é mostrado a continuação do mundo após Anesthetize, em outras palavras, a vida dos filhos das pessoas que vivem hoje no mundo. Eles acabam seguindo a mesma estrada do consumismo e da ilusão que seus pais seguiram.  A letra mostra um certo arrependimento por parte da personagem, mas, mostra uma confusão na cabeça dela ao mesmo tempo.




A psicodélica Way Out of Here dá continuidade ao álbum, sugerindo que só nos resta fugir dessa "realidade", fugir da hipocrisia e da falsidade. Ou, como a letra diz: "E as janelas trancadas e cortinas fechadas, e eu apaguei minhas pistas. Me livrei do meu carro e vou até esquecer o meu nome".

A excelente Sleep Together encerra essa obra-prima do rock progressivo, misturando peso e os efeitos no sintetizador, dando um tom bem característico à música. Unindo desespero com dúvida, e ao mesmo tempo mostrando a solução para tudo, quando a letra nos diz: "Vamos dormir juntos neste momento, aliviar a pressão de algum modo, desligue o futuro neste momento, vamos dormir para sempre". A sensação que eu tenho ao escutar essa música é que a guerra travada no álbum não pode ser vencida, mas nós podemos escolher não se juntar à loucura do mundo, e é o que é sugerido na música.

Concluindo, o Fear of a Blank Planet (2007) apesar de prodígio, merece sim está na nossa Galeria de Clássicos, é um álbum muito rico musicalmente e traz uma temática que eu particularmente gosto bastante, o mundo atualmente.

Segue o track-list:
1.    "Fear of a Blank Planet" (Steven Wilson) – 7:28
2.    "My Ashes" (Richard Barbieri/Steven Wilson) – 5:07
3.    "Anesthetize" (Steven Wilson) – 17:46
4.    "Sentimental" (Steven Wilson) – 5:26
5.    "Way Out of Here" (Steven Wilson/Richard Barbieri/Colin Edwin/Gavin Harrison) – 7:37
6.    "Sleep Together" (Steven Wilson) – 7:28





quinta-feira, 5 de maio de 2011

Galeria de Clássicos: Judas Priest - Painkiller (1990)

capa do Painkiller.
Voltamos com mais clássicos aqui no Rock'N'Prosa, com um álbum que merece, mais do que qualquer um, fazer parte da nossa "Galeria de Clássicos". O Painkiller (1990) para mim é o melhor álbum do Judas Priest, de longe, mesmo embora muita gente não pense assim.

Quando se pergunta a um fã qualquer do Judas Priest qual é o seu álbum favorito, todos respondem "British Steel" ou "Screaming for Vengeance", que são excelentes álbuns, mas sempre acabam esquecendo do Painkiller.

Judas Priest: K. K. Downing, Ian Hill, Rob Halford, Scott Travis e Glenn Tipton.
Lançado em 1990, o Painkiller é o décimo segundo álbum do Judas Priest e quase marcou o fim da banda. Todos podem pensar: "Só poderia mesmo acabar, depois de um álbum como esse é impossível fazer um melhor", o que concordo. Rob Halford decidiu deixar a banda durante a turnê do Painkiller alegando brigas internas, e os integrantes remanescentes disseram que a banda não poderia existir sem ele.

Mas, o "fim" ficou só por aí, porque a banda recrutou o vocalista Tim "Ripper" Owens para substituir Rob Halford e ainda gravou 2 álbuns com ele nos vocais: Jugulator (1997) e o Demolition (2001). Produtores de Hollywood pegaram emprestado a história de Tim Owens e a colocaram em um filme, Rockstar (2001).

O Painkiller (1990) é um álbum conceitual e tem como personagem principal um dos Messias criados pelo Judas Priest, nesse álbum é o "Messias do metal" (ou "metal messiah"), que foi enviado ao mundo para destruir todas as fontes do mal e resgatar a humanidade da destruição.

Todas as músicas do álbum descrevem o Messias, que tem um "corpo de metal" e pilota um "monstro de metal", como mostrado na capa do álbum. Não é à toa que os membros do Judas Priest são conhecidos como "Deuses do Metal".

O álbum começa logo com a arrasadora e clássica Painkiller, com a introdução de bateria mais famosa de todos os tempos, impossível de não ser reconhecida. Confira o video oficial de Painkiller:


Dão sequência ao álbum também clássicos como Hell Patrol e Nightcrawler, mostrando toda a essência do que realmente é o Judas Priest. Que não possuem letras emblemáticas, mas instrumentalmente são a "5ª sinfonia do Metal". Segue abaixo Hell Patrol, retirada da edição especial de aniversário de 30 anos do British Steel:


O álbum ainda conta com o hino Between the Hammer and the Anvil, uma das melhores músicas do Judas Priest, na minha opinião. E fecham essa obra-prima do heavy metal as excelentes A Touch of Evil e One Shot at Glory. Confira A Touch of Evil, retirada do DVD Rising in the East, que marcou a volta de Rob Halford aos vocais do Judas Priest:


Resumindo, o Painkiller (1990) definitivamente faz parte do meu Top 5 de melhores álbuns de todos os tempos. É simplesmente perfeito, da primeira até a última música. É um álbum que vale a pena ser escutado, e que vale a pena ter em sua coleção.

Segue o track-list:
1.    "Painkiller" (Glenn Tipton, Rob Halford, K. K. Downing) – 6:06
2.    "Hell Patrol" (Glenn Tipton, Rob Halford, K. K. Downing) – 3:35
3.    "All Guns Blazing" (Glenn Tipton, Rob Halford, K. K. Downing) – 3:56
4.    "Leather Rebel" (Glenn Tipton, Rob Halford, K. K. Downing) – 3:34
5.    "Metal Meltdown" (Glenn Tipton, Rob Halford, K. K. Downing) – 4:46
6.    "Nightcrawler" (Glenn Tipton, Rob Halford, K. K. Downing) – 5:44
7.    "Between the Hammer and the Anvil" (Glenn Tipton, Rob Halford, K. K. Downing) – 4:47
8.    "A Touch of Evil" (Glenn Tipton, Rob Halford, K. K. Downing, Chris Tsangarides) – 5:42
9.    "Battle Hymn" (Glenn Tipton, Rob Halford, K. K. Downing) – 0:56
10.   "One Shot at Glory" (Glenn Tipton, Rob Halford, K. K. Downing) – 6:46

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Galeria de Clássicos: Black Sabbath - Heaven and Hell (1980)

Black Sabbath - Heaven and Hell (1980)

Bem-vindos a mais um volume da Galeria de Clássicos do Rock N’Prosa. Hoje irei comentar sobre um dos melhores álbuns que eu escutei na minha vida e que tive a honra de comprar recentemente. Estamos falando do maior clássico do Black Sabbath de todos os tempos, o Heaven and Hell.

O Black Sabbath estava passando por um momento difícil, depois do lançamento do Never Say Die, o vocalista Ozzy Osbourne decide deixar a banda e seguir carreira solo, uma despedida muito ruim por sinal. Nesse período, por volta do ano de 1979, Tony Iommi iniciou uma busca desesperada por um novo vocalista.

Depois de testes com diversos vocalistas eis que surgiu uma lenda. Ronnie James Dio assumiu a difícil missão de substituir Ozzy Osbourne nos vocais. Dio já havia cantado no Rainbow, banda que fez com que seu nome se consagrasse no mundo rock n’roll.

Comparar Dio e Ozzy é o mesmo que comparar David Gilmour e Roger Waters (para os fãs do Pink Floyd), ou John Lennon e Paul McCartney (para os fãs dos Beatles). É questão de gosto, eu procuro não distinguir, sou fã dos dois. Tenho álbuns do Ozzy na minha coleção, são muito bons, mas os do Dio não ficam para trás, apesar de não possuir nenhum no momento.

Black Sabbath em 1980: Geezer Butler, Ronnie James Dio, Tony Iommi e Vinnie Appice.

No mesmo ano de 1979 a banda começou a compor o que viria a se tornar o Heaven and Hell. O baixista, Geezer Butler, compôs parte das letras e juntamente com Tony Iommi fizeram a parte instrumental, mas Dio foi quem assumiu realmente as rédeas de escrever as letras para o álbum.

Nesse momento tudo era incerto, porque os fãs mais conservadores da banda não poderiam gostar da nova linha que a banda tomou, e poderia ser difícil conquistar novos fãs, porque a banda já tinha 10 anos de carreira e  a nova geração estava mais interessada em outras bandas, como a inovadora (na época) Iron Maiden.

Mas, no dia 25 de abril de 1980, o mundo viu que ainda existia força dentro do Black Sabbath. O Heaven and Hell foi lançado e não só agradou os antigos fãs, mas também agradou a nova geração de fãs, da chamada “Nova Onda do Heavy Metal Britânico” (do inglês New Wave of British Heavy Metal).

O álbum se inicia logo com a rápida Neon Knights, mostrando logo de cara a proposta do álbum, e mostrando acima de tudo que ainda existia vida no Sabbath. Como a maioria das músicas desse álbum, esse é um dos maiores clássicos da “era Dio”. Confiram ela abaixo:




Logo em seguida, a banda diminui um pouco a velocidade com a excelente Children of the Sea, mostrando toda a técnica vocal de Dio, outro grande clássico. Recentemente, antes do falecimento de Dio, os membros dessa época da banda se uniram e formaram a banda Heaven and Hell, chegaram até a fazer um show aqui no Brasil em 2009. Nos shows, músicas como Neon Knights e Children of the Sea eram quase que obrigatórias, e todos os presentes cantavam fervorosamente. Confira esse grande clássico logo abaixo, extraída do DVD do Heaven and Hell:





Mais um grande clássico logo em seguida, a pesada Lady Evil volta a mostrar a vontade do Sabbath em continuar a sua jornada musical. O que aconteceu é que os últimos álbuns da “fase Ozzy” (Tecnical Ecstasy (1976) e Never Say Die (1978)) não foram muito pesados, foram mais experimentais, diferenciando um pouco do estilo comum do Sabbath.

Agora, todos devem parar um pouco, que vem o maior clássico da história do Black Sabbath, na minha opinião. Muitos vão discordar, dizer que Paranoid é o maior clássico, mas para mim Heaven and Hell sem dúvida é a melhor música e o maior clássico deles. A música que leva o nome do álbum é uma perfeição, o instrumental faz lembrar o estilo dos primeiros álbuns como Black Sabbath (1970) e o próprio Paranoid (1970), com um riff bem cativante e fácil de lembrar. Mas, o que me chama a atenção nessa música é a letra, é algo indescritível, nunca pensei que o Black Sabbath um dia escreveria algo assim, eles meio que fizeram uma análise sobre toda a vida das pessoas. Segue abaixo esse grande clássico e um link para a letra dela também:

Letra: http://letras.terra.com.br/black-sabbath/4263/traducao.html






Continuando com o álbum vem a “ofuscada” Wishing Well, logo adiante eu digo porquê. O que destaco nessa música é a letra também, eles usaram a figura do “poço dos desejos” para falar sobre a vida, diferente de Heaven and Hell, que usou a figura do Céu e do Inferno.

Agora sim, mais um grande clássico da “era Dio”, Die Young. Uma música rápida, mais ou menos na linha de Neon Knights, que se tornou uma das favoritas dos fãs nos shows. Por isso do “ofuscamento” de Wishing Well, entre dois clássicos como esses não tem espaço para ela. Mais uma vez, uma brilhante letra, a mensagem que eles quiseram passar com Die Young foi: “Não espere pelo amanhã, viva a vida!”, geralmente ao vivo, Tony Iommi faz um pequeno solo de guitarra antes dessa música, deixando ela com um charme a mais. Confiram versão ao vivo gravada em um show do Heaven and Hell na Alemanha:





Na sequência do álbum vem Walk Away, uma boa música, mas um pouco abaixo do nível dos grande clássicos desse álbum.

Essa obra prima é encerrada com a “injustiçada” Lonely is the Word. É uma música muito boa, mas foi esquecida por todos os fãs, e pela banda também, ao longo dos anos. Foi uma boa forma de encerrar esse álbum, porque apesar das mensagens positivas de algumas músicas eles sempre acabam voltando para a realidade, e no fundo se todos forem ver essa acaba sendo uma verdade inconveniente.

Bom, esse foi mais um Galeria de Clássicos do Rock N’Prosa, por coincidência escrevi sobre mais um álbum do Black Sabbath, mas o próximo será diferente, quem desejar pode sugerir algum clássico que queira ver na nossa galeria.

Espero que tenham gostado e até a próxima.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Galeria de Clássicos: Black Sabbath - Master of Reality (1971)

Master of Reality (1971)

Poucas bandas possuem o poder que o Black Sabbath possui em fazer grandes álbuns. Para abrir essa seção semanal sobre os grandes clássicos do rock n’roll, nada como um autêntico clássico dessa banda que deu vida a toda uma era, com a criação do que é conhecido hoje como heavy metal.

O Master of Reality é o terceiro álbum do Black Sabbath e foi lançado oficialmente no dia 21 de julho de 1971 pelo selo Vertigo. O álbum, produzido por Rodger Bain e possui ao todo 8 faixas, totalizando aproximadamente 34 minutos de duração. Master of Reality vendeu ao todo mais de dois milhões de cópias e tem um espaço garantido na “Galeria de Clássicos do Rock N'Prosa”.

Black Sabbath: Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Geezer Butlet e Bill Ward

Os fãs do gênero estavam desapontados depois do álbum quase acústico do Led Zeppelin (Led Zeppelin III), as esperanças em algo pesado agora só dependiam do Black Sabbath, que não desapontou e jogou todo o seu peso no Master of Reality.

A pesada Sweet Leaf oferece as boas-vindas a todos, apesar da letra fazendo apologia às drogas (provavelmente à maconha), essa música é um dos grandes clássicos do Black Sabbath. Uma curiosidade sobre esse álbum é que, por ter sofrido um acidente com seus dedos em uma fábrica alguns anos antes, o guitarrista Tony Iommi teve que afinar sua guitarra três semi-tons abaixo, o que reduziu a tensão nas cordas e conseqüentemente deixou o som do Sabbath mais pesado ainda.

Tony Iommi critica os pensamentos teológicos em After Forever, música creditada a ele somente, ao contrário das demais, que foram creditadas a todos os membros da banda.

A banda mostra também o seu lado técnico no instrumental Embryo, fazendo lembrar um pouco o estilo polka. Esse instrumental é a introdução para Children of the Grave, a faixa mais clássica do álbum, e uma das minhas favoritas de toda a história do Black Sabbath. A fase do rock em geral não era para singles, mas Children of the Grave foi lançada como um single, dada a sua magnitude. A letra é um show a parte, gosto principalmente do trecho que diz: “Children of tomorrow live in the tears that fall today”.




Em seguida, Tony Iommi mostra o seu lado mais “sensível” e abandona a guitarra e as distorções no instrumental Orchid, executado somente com violões, esse instrumental mostra que o Black Sabbath não é apenas rock pesado, mas uma revolução musical. Experimentos com diferentes melodias podem ser encontrados no álbum Vol.4, com a música Changes e no Tecnical Ecstasy com It’s Alright.


Black Sabbath ao vivo no ano de 1971
A pesada Lord of this World vem logo em seguida, abandonando toda a “sensibilidade” do instrumental antecessor. O ponto forte da música são os seus solos com guitarras intercaladas, desconheço se foi a primeira vez que uma banda tentou essa técnica, mas realmente ficou muito bom. Logo em seguida, a banda diminui o ritmo novamente na cativante Solitude e encerra o álbum com a clássica Into the Void, outro grande clássico do grupo, música que até hoje faz parte dos shows solo de Ozzy Osbourne e fez parte da turnê de reunião do Black Sabbath em 1999.