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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Pure Rock: As piores chamadas de música do metal



Sabe aquele seu disco do Iron Maiden ao vivo que você coloca na vitrola e sabe que vem um "Scream for me" bem forte seguido do nome da música? A chamada de uma música é tão importante quanto a própria música em si, porque ela é que dá a base da "instiga" para a estourada daquele clássico. Mas, se sempre fosse assim era tudo bom demais. Então, sem mais enrolação na chamada desse "Pure Rock", vamos repassar as piores chamadas de música da história do metal, até então, porque cada dia aparecem novas.

#1 - Blind Guardian - Journey Through the Dark (Somewhere Far Beyond, 1992)

Começando pela mola mestra de todas as chamadas de música. No seu excelente álbum ao vivo, Tokyo Tales (1995), Hansi Kursch (vocalista do Blind Guardian) conseguiu surpreender a todos - logo no início do show - com uma das piores chamadas que já escutei para uma música. A vítima? Logo uma das minhas favoritas, Journey Through the Dark.

Em tradução-livre:
"...Esta é a melhor turnê que já fizemos até agora, é inacreditável como vocês estão sendo legais com a gente e gostaríamos de agradecer por isso, muito obrigado" - até aí tudo bem, agora se preparem - "Enfim, nós viemos para cá no último domingo de avião, e viajamos à noite, então foi uma jornada pelo escuro. O que é também o nome da próxima música: 'Journey Through the Dark'"
 


#2 - Stratovarius - Father Time (Episode, 1996)
Kotipelto conseguiu se superar no quesito criatividade na chamada de Father Time no Visions of Europe (1998), ao vivo clássico do Stratovarius ainda com a sua formação original. O show é impecável, a qualidade da banda é indiscutível e as músicas estão soando melhor do que nunca. Mas, tinha que aparecer o mestre da voz aguda para introduzir um dos maiores clássicos do Stratovarius, Father Time, da melhor forma possível - como os clássicos merecem, não?

Em tradução-livre:
"...Essa próxima música fala sobre 'pai' e sobre 'tempo', então se chama 'Father Time'"
 

#3 - My Dying Bride - Your River (Turn Loose the Swans, 1993)
Essa agora vai dedicada ao grande Dalmo, que foi quem me apresentou essa pérola. O vocalista Aaron Stainthorpe não fez nada demais na chamada da música, se você ler o que foi dito, mas ele deu uma desafinada "brutal" ao dizer o nome da banda, e só por causa disso já merece entrar nas piores chamadas. Imagina o Bruce Dickinson desafinando quando fosse dizer "We're Iron Maiden", simplesmente não cabe na minha cabeça.

Em tradução-livre:
"Boa noite Eidhoven, nós somos da Inglaterra, nós somos o My Dying 'Braaaaaide'"



#4 - Iron Maiden - The Evil That Men Do (Seventh Son of a Seventh Son, 1988)

Falando em Bruce Dickinson, ele não escapou. Vamos vir com Iron Maiden em dose dupla. No Rock In Rio de 2001, Bruce Dickinson - voltando ao Iron Maiden - conseguiu superar todas as chamadas de todas as turnês do Iron Maiden. Ele tentou inovar e anunciar as músicas de um jeito bem diferente do que cada um fez. Apesar de ser o melhor show da história do Iron Maiden, o Rock In Rio (2002) possui uma das piores chamadas de música de toda a história do metal. A chamada de The Evil That Men Do não é necessariamente ruim, mas só pelo fato do Bruce ter citado Shakespeare antes dela, faremos menção. Imagine o Lemmy citando Sócrates antes de Ace of Spades, não rola, Bruce, desculpe-me, por mais que a música seja influenciada pelo cara.

Em tradução-livre:
"A bondade dos homens está enterrada com seus ossos, mas a maldade dos homens continua vivendo..."


#5 - Iron Maiden - Fear of the Dark (Fear of the Dark, 1992)

O Bruce estava realmente inspirado no Rock In Rio, logo após The Evil That Men Do ele não perdeu tempo e mandou logo outra pérola, justamente em Fear of the Dark. O grito "Fear..of..the..Daaark" que ele usava em 92 foi substituído pela pior chamada de música do Iron Maiden, resultado esse que hoje em dia a banda simplesmente começa a tocar logo a música e não espera por outra deixa dessa do Bruce. Confesso que até hoje não consegui entender o sentido dessa frase, veja por por si só.

Em tradução-livre:
"Uma luz na escuridão ou apenas medo do escuro" (se alguém tiver uma tradução alternativa para isso, segue a frase original: "A light in the black, or just Fear of the Dark", postem nos comentários)


#Menção honrosa
Não poderia deixar passar em branco o autointitulado "porta-voz do Metal brasileiro". Como não dava para resumir tudo em uma única música, fica aqui a menção honrosa para todas as chamadas de música do Thiago Bianchi.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Pure Rock: Mossoró Rock City


Passei o ano de 2013 inteiro comentando e recomendando os álbuns lançados no cenário potiguar do rock, e não para valorizar o estado - ou melhor dizendo, a cidade -, e sim porque estão muito bem produzidos e merecem o selo Rock'N'Prosa de aprovação. Não lembro quando foi o último Pure Rock, mas nada melhor do que dedicar a próxima seção dessa coluna que é música pura, ao rock potiguar, e assim vamos nós, espero que gostem e conheçam novos sons.

#1 - GODHOUND - On the Road (God above...Hound on the Road, 2013)

Nada melhor do que começar pelo pessoal de casa. O Godhound foi formado em Natal, em 2010, e em 2013 pegou a estrada para Mossoró/RN, onde lançou esse ano o EP God above...Hound on the road (2013), sucessor do EP homônimo de 2012. As músicas trazem muita cerveja e poeira nos acordes, mantendo firme a bandeira do velho rock'n'roll, espécie em extinção nos dias de hoje. A turnê 2013 deles - ou nossa - passou por Fortaleza/CE, João Pessoa/PB e Santa Cruz/RN, é claro que sem deixar de lado Mossoró/RN e Natal/RN. Para 2014 a banda prepara o lançamento do seu primeiro álbum, ainda sem título definido.


#2 - MONSTER COYOTE - The Shepherd who saves the Wolf, Dooms his sheeps (The Shepherd who saves the wolf, 2013)

Uma verdadeira pedreira mossoroense. Com um álbum, The Howling (2012) e um EP, Stoner to the Boner (2010), no curriculum, o pesado Monster Coyote é o nome mais forte do rock mossoroense atualmente. A banda já realizou uma extensa turnê pelo Brasil, incluindo até datas em São Paulo/SP, e pela América do Sul. Eles acabaram de lançar seu primeiro vídeo, para a música inédita The Shepherd who saves the Wolf, gravado em pleno deserto mossoroense. A sonoridade deles é uma mistura do stoner com o metal pesado.


#3 - MAD GRINDER - Cracked Soul (Hitting Around, 2013)

Lançando mais um novo álbum está o Mad Grinder, do guerreiro Rafaum Costa. Depois do debut Smoke (2012), o Mad Grinder apresentou agora no final de 2013 o Hitting Around (2013). Trazendo composições mais complexas do que o antencessor, o Hitting Around (2013) pega tudo aquilo de grunge que existe dentro de nós e enterra mais profundo ainda no espírito do rock dentro de nós. O álbum abriu espaço para a banda excurcionar pela América do Sul. Ainda lembro da banda no seu antigo nome, Dead Pixel. O Godhound cruzou com eles em 2012, e acabei não vendo o show, porque estava me concentrando para subir no palco. Pude ver eles ao vivo em outras ocasiões e não decepcionaram, muita energia presente no palco, tanto quanto no álbum gravado.


#4 - BONES IN TRACTION - Rubber Bullet (Bones in Traction, 2014)

Meus novos irmãos ainda não gravaram o seu EP, mas a sonoridade está mais pesada e condensada do que nunca. Com um som pesado e sem muita frescura, o Bones in Traction vem preencher esse espaço que foi abandonado a certo tempo pelas bandas da nossa cidade, puro thrash metal anos 90. Agora no início de 2014 o seu primeiro EP será gravado, estou ansioso para ouvir. O Bones in Traction fez seu show debut na abertura para o Andre Matos, além de fazer parte do cast da edição mossoroense do Festival Dosol. Anotem esse nome, porque mais tarde volto a falar.


#5 - THE VELOCIRAPTORS - Messed Up My Mind (A New State of Mind, 2012)

Já que comecei com rock'n'roll, vou terminar com rock'n'roll também. Os já irmãos do Velociraptors seguram essa velha bandeira também. Com uma sonoridade mais puxada para o punk, o Velociraptors possui um EP, Wild Ambitions (2008) e um álbum, A New State of Mind (2012) no seu curriculum. Rock'n'roll leve e sem muita enrolação. O som lembra muito o Ramones, principal influência da banda. Agora no início de 2014 eles lançarão dois splits, sendo que um deles já  está disponível para audição no Bandcamp (acesse AQUI).


Bem, espero que tenham gostado e conhecido mais essas bandas. Pelo que você leu, deu para perceber que existe um trabalho muito grande das bandas de Mossoró/RN, e esse trabalho está levando as bandas por novas fronteiras. No próximo show, pode sair de casa e ir conferir esse rock'n'roll, tenho certeza que você não vai se arrepender.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pure Rock: Pense Positivo


Tem dias que todos estamos meio para baixo, deixando que os problemas da vida sejam maiores do que nós. É difícil sair dessa frequência, mas como diz o velho ditado que minha mãe me ensinou: "mude a faixa do disco". Olhe sempre para o lado bom das coisas, pratique sempre o bem. Cante.

Eu sempre acabei recorrendo à música para vencer esses dias. Para atravessar esse obstáculo que é um dia ruim na vida de alguém. Então, para começar bem a semana, ou para você passar bem o seu dia, dependendo de quando está lendo isso, aumente o som, e aproveite esse "Pure Rock" mais do que para cima. 

#1 - Monty Python - Always Look on the Bright Side of Life (Life of Brian, 1979)
A música que mais traduz isso não é um típico "rock", mas quem se importa?! A letra é o que importa. Always Look on the Bright Side of Life logo de cara nos diz para olhar sempre para o "lado bom da vida", não importa o que aconteça com você. Não reclame. Agradeça tudo o que te acontecer. Assim que devem ser as coisas. Levou um fora da garota da sua vida? Perdeu o emprego? Bateu o carro? Agradeça tudo o que te acontecer, porque isso te torna mais forte, e a alma forte é o segredo para uma vida melhor. Esqueça seus problemas e como diz a música "dê um sorriso para a platéia".



#2 - Neil Young - Rockin' in the Free World (Freedom, 1989)
Essa música já foi até tema aqui no Rock'N'Prosa, mas nunca é demais lembrar. Não importa o que de mal aconteça, apenas continue em frente, ou como diz a música, "agitando no mundo livre". Essa música é mais uma crítica ao mundo, que está indo de mal a pior, mas a mensagem que ela passa é justamente para seguir na jornada, tentar fazer o melhor.



#3 - Bon Jovi - Someday I'll be Saturday Night (Cross Road, 1994)
Quem não quer ser um sábado à noite? Assim a gente deveria se sentir todos os dias. É claro que existem segundas-feiras e quartas-feiras, mas inclua mais "sábados à noite" em sua vida. Assim devemos cantar, ou ao menos tentar.


#4 - Ramones - I Believe in Miracles (Brain Drain, 1989)
Milagre ou não, eu ainda acredito que o mundo é um bom lugar. E assim cantou Joey Ramone. Se está solitário, aparecerá alguém para te completar, se está triste, uma música vai soar. Não é utopia acreditar nesses milagres. Siga em frente, que a jornada é compensadora.



#5 - R.E.M - It's the End of the World as We Know It (Document , 1987)
Essa música pode ser reescrita como "Eu não me importo é com nada!!". O mundo está acabando, mas o R.E.M diz "eu me sinto é bem". Imagine isso sendo gritado por um grupo grande de pessoas, a dedução que fica é que o mundo não está acabando coisa nenhuma. O mundo só acaba quando você acaba ele para você. Então, nada melhor do que terminar essa seleção com essa. Grite que se sente bem para o mundo, que ele não te engole.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Pure Rock: O músico e a Internet


De volta com "Pure Rock" aqui no Rock'N'Prosa. Digo logo, esse será a coluna mais "diferente" até agora. Não vamos homenagear grandes bandas, grandes ícones da música, mas sim, grandes músicos que estão longe da grande mídia, longe dos olhos da maioria das pessoas. O "Pure Rock" hoje vai homenagear os grandes músicos da nossa "Internet". 

Já disse inúmeras vezes que gosto muito de música, e não é à toa que tenho esse blog há quase 3 anos. Imagino que me divirto muito mais escrevendo do que os web-leitores lendo, mas a cada comentário que aparece  vejo que não estou só nessa minha diversão.

Como músico e fã, sempre procuro vídeos na internet de músicos fazendo covers de bandas clássicas. A primeira coisa que constatei é que o que diferencia quem estará no palco, se é a banda ou o músico da internet, são as oportunidades. Tem muita gente boa aí por esse mundo a fora, que não teve a oportunidade de tocar. Claro que sem a banda, não haveria a música. Mas, enfim, conheço versões da internet que superaram a versão original, justamente pela qualidade do músico.

#1 - Rob Kelledy - Mother Goose (Jethro Tull - Aqualung, 1973)
Começando por uma das minhas músicas favoritas do Jethro Tull. Mother Goose é uma composição muito bonita, e era muito fã da versão original, até escutar Rob Kelledy tocando ela.

#2 - Julia Nunes - All my Loving (The Beatles - With the Beatles, 1963)
Introduzindo o seu ukulele, Julia Nunes interpretou esse grande clássico dos Beatles de forma única. Pode-se dizer que o conceito de "carisma" foi inspirado nela, quando elaborado. Nada melhor do que uma das músicas mais "para cima" dos Beatles junto com essa interpretação para alegrar o dia.


#3 - Valerio Carbone - Fix You (Coldplay - X&Y, 2005)
Esse italiano foi um dos primeiros músicos que tive contato na internet. Chris Martin que perdoe, mas esse cara deveria cantar no Coldplay. Apesar de não ser minha banda favorita, gosto de algumas das composições deles. Eles conseguiram traduzir muito da essência da vida em canções.


#4 - Elisha Jordan - Think of Me (Andrew Webber - The Phantom of the Opera, 1986)
Ópera também é rock, então, pegando um barco para a minha ópera favorita de todos os tempos, O Fantasma da Ópera, me deparo com Elisha Jordan. Que voz, Elisha!! E detalhe, ela só canta por "diversão". Sua versatilidade ainda permitiu fazer a parte do "Raoul", na música.


#5 - Juan the Beast - Rainbow in the Dark (Dio - Holy Diver, 1983)
Para não dizerem que deixei o rock pesado de fora. Vamos terminar com esse colombiano que canta tão bem quanto o próprio Dio, brincadeira, nenhum ser humano vivo chegou a esse ponto ainda. O Juan fez inúmeros covers de clássicos do metal, inclusive, o meu favorito, fez uma versão da música The Misty Mountains Cold, trilha-sonora de O Hobbit (2012). Para brindar todos os músicos da internet, fiquem com esse grande clássico da música.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Pure Rock: Jimi Hendrix


Já faz tempo que não posto nada no "Pure Rock", então decidi voltar à todo vapor com um dos melhores guitarristas que já passaram pelo nosso planeta, o ilustre Jimi Hendrix. Nem parece que fazem 42 anos desde a sua morte, a música continua a ecoar em ondas sonoras até os dias de hoje.

Jimi Hendrix levou o estudo da guitarra para outro patamar, incluindo efeitos e solos em suas composições. Seus primeiros álbuns são simplesmente geniais. As melodias do Are You Experienced (1967), juntamente com a psicodelia do Axis: Bold as Love (1967) e Electric Ladyland (1968) mostram a complexidade da sabedoria de Jimi Hendrix. Então, nada melhor do que retomar nossa temporada de "Pure Rock" com esse gênio da guitarra.

#1 - The Jimi Hendrix Experience - Foxy Lady (Are You Experienced, 1967)
Começando logo com a primeira música do primeiro trabalho do Jimi Hendrix. Nela pode ser escutado o tradicional "fuzz" que virou característica das músicas dele, além dos excelentes solos.

#2 - The Jimi Hendrix Experience - Little Wing (Axis: Bold as Love, 1967)
Diminuindo um pouco o ritmo, Little Wing mostra um lado mais "blues" das músicas de Jimi Hendrix. Ela é uma das minhas favoritas de sua carreira, e destacando novamente os efeitos na guitarra. Hoje é muito fácil encontrarmos tudo isso reunido em uma pedaleira, por exemplo, mas antigamente tudo tinha que ser desenvolvido ajustando válvulas nos amplificadores, mudando captadores na guitarra, etc. Tudo era mais artesanal. O próprio Angus Young, do AC/DC, na ausência de um pedal para aumentar o volume da sua guitarra no momento dos solos, disse que controlava tudo pelo plug de volume presente na guitarra.




#3 - The Jimi Hendrix Experience - Bold as Love (Axis: Bold as Love, 1967)
Faixa-título do melhor álbum do Jimi Hendrix. Bold as Love junta toda a suavidade e psicodelismo característica de suas músicas. Nem juntando todos os efeitos psicodélicos de Whole Lotta Love, chegaria aos pés do solo de Bold as Love. De fato, é um dos pontos altos da carreira do Jimi.


#4 - The Jimi Hendrix Experience - Purple Haze (Are You Experienced, 1967)
Nada como a música mais "Guitar Hero" do Jimi para entrar no nosso Pure Rock. Antes que comecem as críticas, essa é uma das minhas músicas favoritas da carreira dele, e se pudesse voltar no tempo, escolheria ela como a primeira música para tocar na guitarra. Um detalhe que escapa as vezes é que as sensações são diferentes com as músicas. Se escutarmos Purple Haze, podemos achar ela meio "normal", mas quando paramos para tocá-la na guitarra, uma energia a mais aparece.

#5 - The Jimi Hendrix Experience - All Along the Watchtower (Electric Ladyland, 1968)
Nada melhor como terminar com um dos covers mais famosos de todos os tempos. All Along the Watchtower já foi tema até aqui no Rock'N'Prosa, e a versão do Jimi Hendrix superou em qualidade a versão original do Bob Dylan, mas sem a versão original, não existiria cover. Então fica aqui nossa homenagem ao grande Bob, e a versão imortalizada por Jimi Hendrix.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Pure Rock: Os Trios Elétricos

Rush, um dos trios elétricos do rock'n'roll.
Pegando carona no carnaval e em um comentário do editor da Collector's Room, vamos dedicar esse "Pure Rock" aos trios elétricos.

Calma, não vamos tocar a música executada na criação de Dodô e Osmar, e sim as músicas executadas pelos trios elétricos do rock'n'roll.

#1 - Rush - Limelight (Moving Pictures, 1981)
Começando logo com o meu trio favorito, os canadenses do Rush. O Rush é uma banda com mais de 30 anos de carreira, nesse tempo eles conseguiram reunir a magia do rock'n'roll à música progressiva, resultando em uma carreira repleta de clássicos. Recentemente eles lançaram o álbum Time Machine: Live in Cleveland (2011) e é uma experiência audio-visual tremenda.

#2 - Motörhead - Killed by Death (No Remorse, 1984)
Quando falamos de trios elétricos, nada é mais explosivo e cativante do que o Motörhead. Essas verdadeiras lendas do rock'n'roll já estão a muito tempo na estrada, e não apresentam sinais de cansaço. Suspeito até que nas veias do Lemmy não corre mais sangue e sim Jack Daniel's. Assim como o Rush, o Motörhead tem muitos clássicos, e Killed by Death é apenas um do seu vasto repertório.

#3 - Cream - White Room (Wheels of Fire, 1968)
Uma das maiores bandas de rock de todos os tempos também não poderia faltar. O Cream misturou blues, psicodelia e rock em um pote, e isso acabou por resultar em grandes clássicos da música, o que inclui Sunshine of Your Love e Crossroads. O lendário Eric Clapton foi consagrado pelo Cream, e hoje ainda é apontado como um dos melhores guitarristas de todos os tempos.

#4 - The Jimi Hendrix Experience - Purple Haze (Are You Experienced?, 1967)
Vocês deveriam está se perguntando se o "Pure Rock" não ia homenagear o maior guitarrista de todos os tempos, claro que sim. Jimi Hendrix é para mim a pessoa que mais soube tirar sons da guitarra, e isso tudo foi adicionado a suas composições no The Jimi Hendrix Experience. Assim como todas as lendas, Hendrix foi embora cedo, aos 27 anos de idade, mas sua música ficou eternizada nos brilhantes álbuns Are You Experienced? (1967), Axis: Bold as Love (1967) e Electric Ladyland (1968).


#5 - ZZ Top - Beer Drinkers & Hell Raisers (Tres Hombres, 1973)
Para concluir essa viagem pelos "Trios Elétricos" do rock'n'roll, nada melhor do que terminar com o rock simples e direto do ZZ Top. A essência do trio elétrico está no ZZ Top, sempre que posso me espelho neles para ter uma referência. Da mesma forma que Dominguinhos foi apadrinhado por Luiz Gonzaga, Billy Gibbons (guitarrista do ZZ Top) foi apadrinhado por Jimi Hendrix. O ZZ Top é hoje uma das minhas bandas favoritas, e apesar dos quase 40 anos de carreira, eles ainda continuam fazendo shows.


Espero que tenham gostado dos nossos "trios elétricos" e para quem não curte o verdadeiro trio elétrico, fiquem nesse carnaval com os trios do rock'n'roll.

Até o nosso próximo "Pure Rock".

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Pure Rock: 5 músicas para entender o The Wall


No ano passado saiu a confirmação das datas em que um muro será construído no Brasil por Roger Waters. No dia 25/03 um muro será construído em Porto Alegre/RS, no dia 29/03 no Rio de Janeiro/RJ e nos dias 01/04 e 03/04 em São Paulo/SP. Com isso, para homenagear esse grande ícone do rock progressivo, vamos hoje resumir todo o álbum The Wall (1979) em 5 músicas. Será um desafio em tanto, mas vamos ver o que conseguiremos. Para início de conversa, o The Wall (1979) conta a história de Pink, uma criança que viveu na Inglaterra no período pós-guerra, em outras palavras, a história é quase como uma auto-biografia de Roger Waters.

#1 - Pink Floyd - In the Flesh? (The Wall, 1979)
Do que seria toda obra se não fosse o seu início? In the Flesh? é a abertura desse grande álbum, e abertura do show também. Ela é executada no início e no fim do álbum, a diferença é que na versão inicial temos um tom ameno, meio incerto sobre o que virá. Já na versão final temos um tom mais agressivo e porque não dizer, racista, em que Pink aponta um canhão de luz para o seu público e distingue todos em relação à raça, opção sexual e religião.


#2 - Pink Floyd - Another Brick in the Wall (The Wall, 1979)
Essa, que é uma das músicas mais famosas do Pink Floyd é o ponto chave do The Wall (1979). Ela é dividida em três partes, em cada parte o personagem Pink se mostra mais decidido em mudar seus pensamentos e se tornar um verdadeiro inimigo da sociedade. Isso é refletido também na melodia das músicas, que vai ficando mais pesada à medida que as partes avançam. A parte 2 de Another Brick in the Wall é a mais conhecida do público em geral.


#3 - Pink Floyd - Hey You (The Wall, 1979)
Hey You marca a transição entre os dois momentos da história, e mostra justamente o momento de confusão na cabeça do personagem Pink. Depois de toda a agressividade de Another Brick in the Wall pt. III, Pink observa toda a sociedade e vê se ainda lhe resta esperança, se a sociedade ainda pode ser algo bom. Mas, no final ele vê que aquilo tudo foi "fantasia". Essa é uma das minhas músicas favoritas do álbum.


#4 - Pink Floyd - Comfortably Numb (The Wall, 1979)
Essa música dispensa comentários, é simplesmente um dos maiores clássicos do Pink Floyd, e é famosa pelo seu solo, executado brilhantemente por David Gilmour. Segundo Roger Waters, Comfortably Numb foi composta para falar do momento em que deram sedativos a ele para que não perdesse o show, ou, como ele mesmo gosta de dizer: "foram as duas horas mais longas da minha vida". Coincidentemente, isso tudo se encaixa na história de Pink e o seu muro.



#5 - Pink Floyd - Outside the Wall (The Wall, 1979)
Esse é o final do álbum, a última música e uma das mais charmosas, por assim dizer. O instrumental é relativamente simples, com Roger Waters cantando acompanhado de uma sanfona e um bandolim somente. O que gosto dessa música é que mostra o mundo por fora do "muro", o mundo que Pink não conheceu porque estava preso. A letra, apesar de simples, consegue retratar tudo isso em poucos versos.




Provavelmente não estarei presente nos shows, mas para você que vai, bom show. É praticamente impossível resumir um álbum como o The Wall (1979) em 5 músicas, mas espero que vocês tenham conseguido acompanhar um pouco do enredo do álbum e saber o que o espera nos shows do Roger Waters.

Até o nosso próximo "Pure Rock".

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Pure Rock: Brasil anos 80


Voltando com força total com "Pure Rock" no Rock'N'Prosa, o lugar onde você encontra o rock'n'roll no seu mais alto grau de pureza. Decidi hoje voltar um pouco no tempo e falar sobre o rock no Brasil nos anos 80. Eu não tenho muita autoridade nesse assunto, pois li muito pouco, mas vou usar o pouco que sei para contemplar toda essa geração.

Quando eu penso em rock no Brasil nos anos 80 a primeira coisa que me vem à cabeça é a Ditadura Militar, tema favorito de quase todas as bandas. Então, sem perder tempo, vamos ao nosso "Pure Rock".

#1 - Capital Inicial - Veraneio Vascaína (Capital Inicial, 1986)
Começando logo com o maior clássico da "era militar" no Brasil. Uma música que abertamente critica o comportamento rígido exercido pelos donos do poder, os militares. O nome "Veraneio" está ligado ao veículo utilizado pela polícia da época, fabricado pela Chevrolet e "Vascaína" às cores da mesma (cores do Clube de Regatas Vasco da Gama). O que gosto dessa época é a criatividade das músicas, porque as críticas eram implícitas, nunca eram abertas. Um fato histórico aconteceu em 2008, quando o Capital Inicial realizou um show na Esplanada dos Ministérios, em Brasília/DF, e executou essa música em frente ao mesmo prédio que proibiu a execução dela nas rádios na época. Esse momento foi registrado no DVD Capital Inicial em Brasília (2008): 


#2 - Titãs - Bichos Escrotos (Cabeça Dinossauro, 1986)
Falar de rock brasileiro e não falar de Titãs é o mesmo que falar de futebol e não citar Pelé. A carreira do Titãs nos anos 80 é fantástica, um álbum bom atrás do outro. Nos anos 90 eles não foram tão bons, mas ultimamente têm surpreendido com uma sonoridade voltada para o passado. Bichos Escrotos é uma das minhas favoritas de todas as músicas deles e fala sobre "bichos" que contaminam a sociedade, uma temática bem profunda se formos analisar. Destaque para o épico grito "Vão se f#%$*!!"



#3 - Os Paralamas do Sucesso - Fui eu (O Passo do Lui, 1984)
Mais outra referência do rock nacional nos anos 80. O Paralamas do Sucesso veio com uma abordagem mais "leve", quando comparado com Titãs e Capital Inicial, incorporando um pouco de reggae nas suas músicas. Eles chegaram a tocar no Rock In Rio I, em 1985, o que deu uma grande alavancada na carreira deles. Um acidente quase vitimou o mentor Hebert Viana, mas não foi o suficiente para fazer a banda parar, e eles hoje ainda continuam detonando todo o Brasil com sua excelente música.


#4 - Sepultura - Beneath the Remains (Beneath the Remains, 1989)
Indo para o lado mais pesado do rock nacional, temos o Sepultura, banda que praticamente apresentou o rock brasileiro ao resto do mundo. Beneath the Remains é o título do segundo álbum deles e traz todo o peso e agressividade que deixou a banda famosa em todo o mundo. A formação original hoje não existe mais, mas o Sepultura continua detonando todo o mundo com o seu rock pesado.


#5 - Viper - Living for the Night (Theatre of Fate, 1989)
Encerrando com um dos maiores clássicos do rock pesado nacional. O Viper foi uma banda formada por Pit e Yves Passarell, que hoje estão no Capital Inicial e lançou o grande vocalista André Matos. Os álbuns Solders of Sunrise (1987) e Theatre of Fate (1989) são duas relíquias, com excelentes músicas. Living for the Night é o maior clássico do Viper e música amplamente cantada pelo público quando executada em shows. Nada melhor do que encerrar essa viagem de volta aos anos 80 no Brasil com ela.

Espero que tenham gostado desta viagem, e até o próximo "Pure Rock" com muito mais rock'n'roll. 

domingo, 7 de agosto de 2011

Pure Rock: Thrash Metal anos 80

Seguindo a sugestão do nosso web-leitor Alessandro Natalini, vamos iniciar uma jornada pelo mundo do thrash metal oitentista.

Para começar, você sabe o que é thrash metal? Bem, o heavy metal (ou rock pesado) começou no início dos anos 70 com o lançamento do primeiro álbum do Black Sabbath, o Black Sabbath (1970). A distorção e o peso da guitarra cativou a muitos, mas no meio dos anos 80 algumas pessoas queriam mais. O peso do heavy metal não era o suficiente para expressar toda a sua raiva, foi aí que bandas como o Slayer e o Metallica levaram o heavy metal a um patamar mais veloz e agressivo, em outras palvras, foi aí que surgiu o thrash metal.

(da esquerda para a direita): Frank Bello (Anthrax), James Hetfield (Metallica), Dave Mustaine (Megadeth) e Scott Ian (Anthrax).
O thrash metal é um estilo bem mais pesado que o heavy metal, e rapidamente muitas bandas se juntaram a esse novo estilo e uma nova safra de bandas dominou o mundo nos anos 80, como o Metallica, o Slayer, o Megadeth e o Anthrax. O movimento começou nos Estados Unidos, com essas bandas, e expandiu para a Europa, onde surgiram bandas como o Kreator.

Então, vamos ao nosso "Pure Rock":

#1 - Metallica - Master of Puppets (Master of Puppets, 1986)
Vamos começar logo com a maior banda de thrash metal do mundo. A história do Metallica é algo que beira à perfeição, os caras começaram de forma muito simples e chegaram ao patamar de ser uma das maiores bandas do mundo. O Master of Puppets (1986) é apontado por muitos como um dos melhores álbuns do Metallica, e a sua faixa-título, é um dos maiores clássicos da história do rock'n'roll. O interessante sobre essa faixa é que mesmo sem uma formação musical, a banda conseguiu compor sequências harmônicas perfeitas. Pude perceber isso assistindo o DVD S&M (1999), onde o Metallica toca junto com a Orquestra Filarmônica de São Francisco. Os próprios músicos da orquestra, que nunca haviam escutado Metallica, elogiaram a composição de Master of Puppets.



#2 - Megadeth - Peace Sells (Peace Sells...but Who's Buying, 1986)
Falar do Metallica e não falar do Megadeth é muita injustiça, porque toda a história do Metallica começou junto com a história da cabeça pensante do Megadeth, Dave Mustaine. Após sair do Metallica, Mustaine montou o Megadeth, uma banda tão boa quanto o Metallica, e porque não dizer? Melhor. O álbum Peace Sells...but Who's Buying (1986) é um dos melhores do Megadeth, juntamente com o Rust in Peace (1990). A faixa-título do álbum, Peace Sells, é até hoje considerada como um dos maiores clássicos do Megadeth e de todo o thrash metal. Sua temática política traduz tudo aquilo que o Megadeth prega em suas músicas, não é à toa que o próprio George Bush chegou a dizer em uma entrevista que era grande fã do Megadeth. 




#3 - Slayer - Raining Blood (Reign in Blood, 1986)
Indo agora para o lado mais extremo do thrash metal, para uma verdadeira chuva de sangue. O Slayer é uma das bandas mais pesadas que eu conheço e o seu álbum Reign in Blood (1986) é uma verdadeira destruição. Raining Blood é um dos maiores clássicos do thrash metal, e nenhuma lista de clássicos do thrash metal estaria completa se não incluísse ela.




#4 - Anthrax - Caught in a Mosh (Among the Living, 1987)
Outra banda pioneira no thrash metal foi o Anthrax, que teve o seu auge quando Joey Belladona assumiu os vocais, lançando os excelentes Spreading the Disease (1985) e Among the Living (1987). A banda sempre puxou o seu thrash metal mais para o lado da velocidade, chegando até a incorporar um pouco do que depois passou a ser chamado hardcore. Caught in a Mosh mostra toda a velocidade do Anthrax.




#5 - Kreator - Pleasure to Kill (Pleasure to Kill, 1986)
Finalizando, com os representantes europeus dessa vertente do rock'n'roll. O Kreator é uma banda que sempre soube unir o peso e agressividade do thrash metal com melodias do heavy metal, como por exemplo os seus solos limpos. Agora, no começo dos anos 2000, eles lançaram o Violent Revolution (2001), que é para mim o seu melhor álbum, e um dos melhores da história do thrash metal. Mas, como ainda estamos nos anos 80, vamos ficar com a boa e velha fase "violência extrema" do Kreator.


Eu sei que algumas bandas importantes ficaram de fora, como o Exodus e Sepultura, mas uma nova postagem será feita, agora homenageando os nomes do thrash metal anos 90. Espero que tenham gostado, e até a próxima.

domingo, 10 de julho de 2011

Pure Rock: Especial Bon Scott

Bon Scott.
Por onde começar? Para mim Bon Scott foi um dos melhores vocalistas de todos os tempos, com um timbre único de voz. Se fosse vivo, ontem, ele estaria completando 65 anos de idade. Ontem não tive tempo de postar esta homenagem, mas me aconteceu algo que me ligou à Bon Scott. Em uma passagem despretenciosa pela loja de discos, encontrei o Highway to Hell (1979), apontado por muitos como um dos melhores álbuns do AC/DC, e que nunca tinha tido a oportunidade de escutar.

Sempre tinha escutado mais a fase Brian Johnson do AC/DC, mas cada vez que me aprofundei na fase Bon Scott, vi o quão grande ela foi, e posso dizer hoje que é a minha fase favorita no AC/DC. Eu era um típico fã do "AC/DC Back in Black" (fase Brian Johnson, após a morte de Bon Scott), até que um dia me arrisquei a comprar o High Voltage (1976) e o épico ao vivo If You Want Blood You've Got It (1978), e vi todo o potencial que tinha por trás de Bon Scott.
Estátua de Bon Scott, inaugurada em Fremantle (Austrália) em 2008.

Enfim, no seu aniversário de 65 anos, nada mais justo do que dedicar um "Pure Rock" inteiro a essa grande figura.

#1 - AC/DC - It's a Long Way to the Top (High Voltage, 1976)
Vamos começar logo pela primeira música do primeiro álbum do AC/DC. Essa é a minha música favorita do AC/DC e para mim ela traduz tudo aquilo o que a banda é, rock'n'roll puro.



#2 - AC/DC - Dirty Deeds Done Dirt Cheap (Dirty Deeds Done Dirt Cheap, 1976)
Essa é uma das músicas mais clássicas do AC/DC e é executada em todos os shows da banda até os dias de hoje. Ela foi inspirada em um desenho animado que Angus Young assistia quando criança.




#3 - AC/DC - Let There be Rock (Let There be Rock, 1977)
O Let There be Rock (1977) é um dos melhores álbuns do AC/DC, daria para fazer um "Pure Rock" só com músicas dele, mas para homenagear os outros álbuns, iremos escolher apenas uma música dele, que é a sua faixa-título. O que gosto de Let There be Rock é a criatividade que a banda teve de usar as palavras da Bíblia cristã para falar sobre a criação do rock'n'roll. Em outras palavras, Deus disse: "Faça-se a luz, façam-se as guitarras e faça-se o rock'n'roll" ("let there be light, and let there be rock", em tradução-livre para o inglês).




#4 - AC/DC - Sin City (Powerage, 1978)
O álbum Powerage (1978) é famoso pela sua turnê, que originou o ao vivo If You Want Blood You've Got It (1978), um dos melhores álbuns ao vivo de toda a história da música. Não cheguei a escutar o Powerage (1978) na íntegra, mas das músicas que pude escutar, Sin City é um dos pontos fortes do álbum.




#5 - AC/DC - Highway to Hell (Highway to Hell, 1979)

Por fim, acabando com a despedida de Bon Scott do mundo do rock'n'roll. Após a turnê do Highway to Hell (1979), enquanto a banda preparava o que viria a ser o Back in Black (1980), Bon Scott faleceu após uma noite de pesadas bebidas e drogas. Mesmo assim, esse álbum foi uma despedida à altura, do jeito que ele merecia. Assim como o Let There be Rock (1977), poderia dedicar a coluna inteiramente à esse álbum, tamanha a sua grandiosidade. Highway to Hell é um dos maiores clássicos do AC/DC, então, para finalizar, vamos embarcar nessa estrada e apreciar essa fantástica música.

domingo, 12 de junho de 2011

Pure Rock: Os Brutos também amam


Hoje é dia dos namorados, uma data alegre e triste ao mesmo tempo, e como diz o velho ditado: "Os Brutos também amam". Foi pensando nisso que decidi dedicar esse "Pure Rock" às baladas românticas do Rock'N'Roll, mais especificamente do heavy metal. Para mostrar a todos que por trás de todo o peso de algumas bandas existem canções que qualquer um, mesmo não sendo fã de heavy metal, podem gostar. O objetivo aqui é mostrar o máximo de  músicas "desconhecidas", então vou omitir as já dissecadas baladas do Scorpions e Skid Row.

#1 - HammerFall - Dreams Come True (Crimson Thunder, 2002)
O HammerFall é uma banda de power metal da Suécia. Nesse que é o melhor álbum deles para mim, eles tiraram folga dos dragões e martelos em uma música e escreveram uma das melhores letras românticas que já vi. "Olhando para esses olhos, eu sei que estarei perdido e nunca mais me encontrarão", não precisa dizer mais nada. Essa é uma música que o HammerFall nunca tocou ao vivo, e acho que nunca vai tocar, mas mesmo assim, para mim é a melhor balada romântica de todo o heavy metal.



#2 - Kamelot - Don't you Cry (Karma, 2001)
Don't you Cry é uma excelente música do álbum Karma (2001), que é um dos melhores do Kamelot para mim. É normal para o Kamelot escrever músicas românticas, cada álbum seu tem no mínimo uma. De todas elas, Don't you Cry para mim é a melhor, gosto muito do instrumental e da letra também, parece com algo que estou vivendo no momento. Recentemente, o Kamelot incluiu ela nos seus shows, e para minha surpresa ela ficou muito boa ao vivo, e ainda mais com os fãs cantando junto.




#3 - Helloween - In the Middle of a Heartbeat (Master of the Rings, 1994)
Agora começamos com nossas surpresas. Depois de toda a velocidade dos Keeper of the Seven Keys I e II, o Helloween deu continuidade à sua fama no álbum Master of the Rings (1994), primeiro álbum com o vocalista Andi Deris. Mas a última música desse álbum reservava uma surpresa, a excelente In the Middle of a Heartbeat, porque todos nós podemos encontrar algo "no meio da batida do coração".




#4 - Judas Priest - Prisoner of your Eyes (Screaming for Vengeance, 1982)
E quem disse que os Deuses do Metal também não possuem coração? Não sei se por coincidência, mas a última faixa do Screaming for Vengeance (1982), deixa de lado a temática do álbum e fala de alguém que ficou "prisioneiro dos olhos" de outra pessoa. A letra não é lá essas coisas todas, mas como foi o Judas Priest quem escreveu, merece todo o nosso respeito. Porque não é todo dia que temos uma banda como o Judas falando de amor.




#5 - Angra - Bleeding Heart (Hunters and Prey, 2002)
Para finalizar, vamos homenagear essa banda brasileira que tão bem representou e ainda representa o nosso país no cenário mundial. A letra é fantástica, também, quando foi que Rafael Bittencourt escreveu algo ruim? O Angra incluiu ela nos seus shows nessa última turnê, não sei porque não tinham feito isso antes, ela ficou muito boa ao vivo. Enfim, não sei muito o que falar sobre ela, vamos apenas apreciar essa grande música do Angra.




Bom, esse foi mais um "Pure Rock", tentando sempre levar o Rock'N'Roll para vocês e tentando quebrar os muros do preconceito que ainda separam a maior parte das pessoas dele.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pure Rock: Especial Ronnie James Dio


Hoje, dia 16 de maio, está se completando 1 ano desde que o mago Ronnie James Dio nos deixou. Ao longo dos dias que antecederam esse dia para ser lembrado dedicamos boa parte de nossas postagens a ele.

O nome "Dio" ("Deus" em italiano) é mais que adequado para nomear Ronald James Padavona, o nosso Ronnie James "Dio". De longe, um dos maiores ícones de toda a história do rock'n'roll, e mais especificamente do heavy metal.

A carreira de Dio foi uma das mais brilhantes de todo o rock'n'roll. Desde o seu início no Elf, passando pelo Rainbow e pelo Black Sabbath, participando de verdadeiras obras-primas como o Rising (1976) e o Heaven and Hell (1980). Culminando na sua gloriosa carreira solo, onde Dio mostrou todo o seu potencial em relíquias como o Holy Diver (1983).

Nos anos 90 Dio continuou com a sua carreira solo e por volta de 2008, juntou-se novamente com seus ex-companheiros de Black Sabbath e formou o Heaven and Hell, banda a qual dedicou todo o seu tempo até ser diagnosticado o cancer que acabou por tirá-lo deste mundo em maio de 2010.

Esse "Pure Rock", de todos os que fizemos, é o mais merecido pela pessoa homenageada. Então, sem prolongar muito, vamos à nossa homenagem a um dos maiores vocalistas de todos os tempos.

#1 - Rainbow - Tarot Woman (Rising, 1976)
Começando logo com um grande clássico da banda que lançou Dio no circuito mundial do rock'n'roll. O Rainbow é uma das melhores bandas que eu já escutei, e boa parte disso é devido aos vocais de Dio. O Rising (1976) é apontado como um dos melhores álbuns de todos os tempos, e essa música é a sua abertura.

#2 - Heaven and Hell - Bible Black (The Devil You Know, 2009)
Como informado anteriormente, nos anos 2000, Dio se juntou a seus colegas de Black Sabbath e formou o Heaven and Hell, após sair em turnê, só executando clássicos do Black Sabbath, a banda decide entrar no estúdio e gravar um álbum com músicas inéditas. O resultado disso tudo foi o The Devil You Know (2009). O que mostra que mesmo com quase 40 anos de carreira, a capacidade de composição desses caras não enferrujou nem um pouco.

#3 - DIO - Rainbow in the Dark (Holy Diver, 1983)
Ingressando agora na carreira solo de Dio, logo com o seu álbum de estréia, Holy Diver (1983). Eu gosto de todo o álbum, mas Rainbow in the Dark é uma música que mostra um pouco da influência do Rainbow e do Black Sabbath juntos na carreira solo de Dio.

#4 - DIO - Dream Evil (Dream Evil, 1987)

Dream Evil é mais um clássico da carreira solo de Dio. O Holy Diver (1983) contribuiu muito para o crescimento de Dio no circuito do rock'n'roll, nos anos 80 a banda DIO era considerada como "grande", estando no mesmo patamar de bandas como o Iron Maiden ou AC/DC. O Dream Evil (1987) foi mais um ponto alto da carreira de Dio. Na turnê desse álbum, DIO chegou ao festival Monsters of Rock, como um dos cabeças de cartaz.

#5 - Black Sabbath - Children of the Sea (Heaven and Hell, 1980)
Esse para mim é o auge da carreira de Dio, o Heaven and Hell (1980) foi um dos melhores álbuns que já escutei, já disse isso muitas vezes nesse blog. Children of the Sea é minha música favorita do álbum, não só pelo instrumental, que é sensacional, mas pela letra também. E como Dio nos diz na letra de Heaven and Hell: "O fim é apenas o começo". Então, nada melhor do que terminar a nossa jornada pela carreira de Ronnie James Dio com o começo de tudo, com a música que incluiu de vez ele na história do rock'n'roll pesado. Essa versão é justamente do último show da vida de Ronnie James Dio, logo após esse show foi diagnosticado a sua doença e ele deixou os palcos. O show está registrado no DVD Neon Nights.

LONG LIVE RONNIE JAMES DIO!!!!!

sábado, 9 de abril de 2011

Pure Rock: Ozzy Osbourne & Guitarristas


Em virtude da passagem do "Príncipe das Trevas" pelo nosso país, vamos dedicar nossa seção hoje a essa figura, que apesar de não tem nenhuma técnica vocal, é um dos meus vocalistas preferidos. Porque técnica todo mundo um dia aprende, mas escrever as letras que Ozzy escreve, não é para qualquer um. E aproveitar o espaço e homenagear também os grandes parceiros de Ozzy, seus guitarristas.

As pessoas são influenciadas pelas notícias, e acabaram por criar uma imagem completamente distorcida de Ozzy Osbourne. Para essas pessoas, gostaria apenas de dizer que leiam suas letras antes de opinar. São fantásticas. A parte instrumental das músicas sempre ficou a cargo do guitarrista da banda, e foram quatro ao longo de toda a carreira dele. 

O início foi com Randy Rhoads, de onde saíram os maiores clássicos de Ozzy. Depois veio uma pequena fase "glam rock" com Jake E. Lee, de onde saíram clássicos como Shot in the Dark e Bark at the Moon. Mas, um dos mais influentes foi Zakk Wylde, que trabalhou com Ozzy durante muito tempo, de onde saiu, só para citar um álbum, o No More Tears (1991). Atualmente Ozzy recrutou Gus G., que está demonstrando ser um guitarrista bem versátil.

Então, sem prolongar muito, vamos começar o nosso "Pure Rock":

#1 - Ozzy Osbourne - Mr. Crowley (Blizzard of Ozz, 1980)

Começar logo com o maior clássico de Ozzy Osbourne. Essa música fala sobre o estudioso de artes místicas Aleister Crowley, que é visto por muito como um bruxo. Mas, o que mais chama a atenção nessa música são os solos perfeitos de Randy Rhoads, sem palavras para descrevê-los.



#2 - Ozzy Osbourne - The Ultimate Sin (The Ultimate Sin, 1986)

Esse álbum é o auge da fase "glam rock" de Ozzy, e é um álbum excelente, porém injustiçado, os fãs não gostam muito dele. O trabalho de Jake E. Lee é muito bom, uma excelente técnica.




#3 - Ozzy Osbourne - Road to Nowhere (No More Tears, 1991)

Esse álbum é o auge de Zakk Wylde, na minha opinião, é simplesmente perfeito. E essa é minha música favorita, gosto muito da sua letra. Ela simplesmente nos diz: "Viva pelo hoje e não pelo amanhã, a estrada nunca acabará". A parte instrumental também é magnífica.




#4 - Ozzy Osbourne - Dreamer (Down to Earth, 2001)

Dreamer é uma música totalmente surpreendente. Em pleno início do século, Ozzy mostrou sua preocupação com a "destruição" da Terra, e expressou-a muito bem nessa música. Novamente, o trabalho de Zakk Wylde foi sensacional, a parte instrumental ficou muito boa.




#5 - Ozzy Osbourne - Let me Hear your Scream (Scream, 2010)

Para finalizar, homenagear o trabalho do mais novo parceiro de Ozzy Osbourne, Gus G., no mais novo álbum dele. Essa música tem elementos da fase Randy Rhoads, com solos fantásticos, e da fase Jake E. Lee, com riffs velozes. Resumindo, é uma música para fã nenhum colocar defeito.



Esse foi mais um "Pure Rock", até a próxima com mais rock'n'roll!!!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Pure Rock: Especial George Harrison


No dia de hoje estaríamos celebrando os 68 anos de vida de um dos melhores guitarristas da história da música. George Harrison nos encantou com seus solos e riffs por muito tempo, e participou da história da música, porque a revolução que ele fez junto com os Beatles foi muito grande.

Apesar de não ter tido muito espaço nas composições dos Beatles, ele conseguiu compor verdadeiros clássicos que competem por igual com as famosas composições Lennon/McCartney.

Assim como John Lennon, não acompanhei muito o trabalho solo de George Harrison, só escutei o seu primeiro álbum, o All Things Must Pass (1970). Mas, na sua fase Beatles, posso dizer que minhas canções favoritas foram as compostas por ele.

Sem prolongar mais, vamos à nossa homenagem a George:

#1 - George Harrison - All Things Must Pass (All Things Must Pass, 1970)

Vamos começar essa homenagem nas próprias palavras de George Harrison: "Essa canção mostra a natureza do mundo físico, tudo muda todo o tempo desde que nascemos e morremos, mas a nossa alma permanece a mesma, enquanto o corpo muda. É a natureza da dualidade, tudo passa exceto a essência da vida."




#2 - The Beatles - Something (Abbey Road, 1969)

Essa é a minha música favorita dos Beatles, e não tenho palavras para descrevê-la. A sua melodia é fantástica e o solo é algo que você canta junto com a música de tão perfeito que é.




#3 - The Beatles - While My Guitar Gently Weeps (The Beatles, 1968)

O conceito de perfeição deveria ser mudado nos dicionários para "While my Guitar Gently Weeps", porque é o que essa música realmente é. O que tenho a acrescentar é que o solo dessa música contou com a participação de Eric Clapton, grande amigo de George.




#4 - George Harrison - My Sweet Lord (All Things Must Pass, 1970)

Essa música eu conheci por acaso, assistindo um dia o canal VH1 depois do almoço, e gostei logo de cara. O que gosto da carreira-solo de George é que as barreiras que limitavam as suas composições nos Beatles foram removidas, e ele finalmente começou a trabalhar do jeito que gosta.




#5 - The Beatles - Here Comes The Sun (Abbey Road, 1969)

Para finalizar, mais uma música do Abbey Road, grande álbum dos Beatles. Mais uma vez, não consigo descrever essa música em palavras, vamos apenas apreciá-la.

domingo, 21 de novembro de 2010

Pure Rock: Especial Paul McCartney

 
Tradicionalmente a seção “Pure Rock” é publicada nas segundas, mas devido ao show de Paul McCartney logo o mais em São Paulo decidi abrir uma exceção e homenageá-lo.

O “Pure Rock” de hoje será diferente, não colocarei só os tradicionais vídeos, vou contar um pouco de história também. Enfim, Paul merece tudo isso e mais um pouco.

Então, o que falar sobre Paul McCartney? Ele é um grande ídolo para mim não só pelas músicas que escreveu, mas também por um pouco da semelhança que ele tem comigo: ambos somos canhotos e bem que existem algumas fotos onde ele se parece bastante comigo.

Foram inúmeras as vezes em que recorri às suas músicas para enfrentar diversas situações na vida. Com todo o respeito ao Iron Maiden (minha banda favorita), mas nunca pude usar uma música deles sequer para percorrer meu caminho.

Não tenho muita autoridade para falar sobre Paul McCartney porque li muito pouco sobre ele, e o pouco que sei ao seu respeito foi o que meu amigo Schneider me passou. Aliás, serei eternamente grato a ele por ter me apresentado aos Beatles.

Sem prolongar mais o texto vamos logo às músicas do “velho Macca”.

#1 – The Beatles –  The Long and Winding Road (Let it Be, 1970)
A escolha da primeira música é muito difícil, decidi por essa que é uma das minhas favoritas dos Beatles, principalmente pela sua letra. Muitas são as estradas que temos que percorrer na vida, e de certa forma essa música fala disso. Na verdade, Paul a escreveu falando da estrada para uma casa onde ele passou as férias na Escócia, se não me engano. Mas, observando a estrutura da música podemos observar que não se trata exatamente disso.



#2 – Wings – Band on the Run (Band on the Run, 1973)
Esse é um autêntico clássico. Gosto muito dessa música e é música obrigatória a se escutar quando tratamos de Paul McCartney.




#3 – Wings – My Love (Red Rose Speedway, 1973)
Mais um grande classico do Paul. Essa música foi escrita para a sua eterna musa, Linda McCartney, e esse fato Paul faz questão de lembrar em todos os seus shows. Eu particularmente gosto muito dessa música, e escutar ela sempre me faz sentir bem. Gosto muito da letra também, e se algum dia eu for me casar, ela com certeza será a trilha-sonora do casamento.



#4 – Paul McCartney – Only Mama Knows (Memory Almost Full, 2007)
Conheci essa música recentemente e já virou uma das minhas favoritas da carreira de Paul. O interessante é que ela é de um álbum que o Paul lançou em 2007, além de tudo o que já fez ele está mostrando que ainda tem “muita lenha para queimar”. E que essa chama dure para sempre!



#5 – The Fireman – Sing the Changes (Electric Arguments, 2008)
Para encerrar gostaria de homenagear esse projeto do Paul McCartney, que também só fiquei conhecendo recentemente. Conheci essa música assistindo ao DVD Good Evening New York City, o qual gostaria de recomendar a todos, vale a pena a aquisição. 



Esse foi o "Pure Rock" especial dedicado a Paul McCartney. Eu sei que é difícil resumir uma carreira inteira em 5 músicas, mas mesmo assim espero que tenham gostado. E até a próxima semana com o melhor do rock n'roll!!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pure Rock: Iron Maiden 30 anos

Segunda-feira é dia de "Pure Rock" aqui no Rock N'Prosa e hoje será dedicado inteiramente ao Iron Maiden, que nesse ano de 2010 completou 30 anos desde o lançamento do seu álbum de estréia Iron Maiden (1980). Resumir 3 décadas de brilhantes trabalhos em cinco músicas é praticamente impossível, mas vou tentar mesmo assim.

#1 - Iron Maiden - Phantom of the Opera (Iron Maiden, 1980)
Uma banda que tem uma música dessas logo no seu primeiro álbum é uma banda que viverá para sempre. Ela está entre as melhores músicas do Iron Maiden, e tive a honra de ver ela sendo executada ao vivo em Recife, em 2009.




#2 - Iron Maiden - Children of the Damned (The Number of the Beast, 1982)
Esse é o álbum mais clássico do Iron Maiden, e essa música é simplesmente perfeita. Não sei o que dizer mais sobre ela.




#3 - Iron Maiden - Wasted Years (Somewhere in Time, 1986)
O Somewhere in Time é o meu álbum favorito deles, e essa música é apenas um dos pontos altos desse álbum.




#4 - Iron Maiden - The Wicker Man (Brave New World, 2000)
O Brave New World é um álbum especial porque marcou a volta de Bruce Dickinson ao Iron Maiden, e essa música é justamente a abertura desse brilhante álbum.




#5 - Iron Maiden - Coming Home (The Final Frontier, 2010)
Encerrando essa lista decidi homenagear o mais novo trabalho do Iron Maiden, o The Final Frontier, com essa música que é, na minha opinião, o ponto mais alto do álbum. O The Final Frontier mostra que mesmo depois de 30 anos o Iron Maiden ainda tem muita lenha para queimar.




Esse foi mais um "Pure Rock", espero que tenham gostado e até próxima semana com mais rock n'roll!!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Pure Rock: Rock Progressivo

Segunda-feira é dia de "Pure Rock" no Rock N'Prosa, hoje iremos dedicar a coluna a esse estilo que é novo para mim, mas se mostrou como um dos meus favoritos ao longo desses anos. Estamos falando aqui do Rock Progressivo, uma linha do Rock dedicada a um trabalho maior nos arranjos das músicas, gerando verdadeiras obras-primas.

Não vou me ater a somente uma década, como na edição anterior, vou procurar abranger toda a vida do Rock Progressivo, desde seu início aos dias de hoje. Agora, é hora de parar de falar e escutar as músicas, espero que gostem da lista:

#1 - Pink Floyd - Time (Dark Side of the Moon, 1973)
Essa é uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos, e essa música praticamente mudou minha vida. Nada mais justo do que abrir essa lista com ela.




#2 - Rush - 2112 - Overture/The Temples of Syrinx (2112, 1976)
Rush é uma banda que comecei a escutar recentemente, mas já é uma das minhas favoritas.





#3 - Genesis - Land of Confusion (Invisible Touch, 1986)
Como deixar de fora essa banda que praticamente inventou o estilo? Banda clássica do grande Phil Collins, está feita a homenagem já.





#4 - Dream Theater - Pull Me Under (Images and Words, 1992)
Avançando mais na linha do tempo chegamos ao Dream Theater, banda que levou o Rock Progressivo para uma linha mais técnica, se inspirando um pouco no Pink Floyd, mas adicionando mais peso às músicas.





#5 - Porcupine Tree - The Sound of Muzak (In Absentia, 2002)
Para finalizar, representando as novas caras do Rock Progressivo, essa banda que me foi apresentada recentemente. O trabalho deles é muito bom, recomendo a todos escutarem seus álbuns.




Bom, esse foi mais um Pure Rock, levando a magia das diversas escolas do Rock n'Roll para vocês. Espero que tenham gostado e até a próxima semana.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Pure Rock: Rock N'Roll anos 70 pt.I

Esse blog foi alvo de reclamações com relação ao imenso tamanho dos textos. Então, para quebrar um pouco o ritmo das postagens gigantes criei o "Pure Rock". Nele vou escolher uma "escola" do rock n'roll e postar 5 músicas para vocês escutarem.

Como é impossível resumir a grandeza do rock n'roll dos anos 70 em 5 músicas, decidi dividir em diversas partes.

Então, sem me prolongar muito, vamos começar com o bom e velho rock n'roll dos anos 70.

#1 - Lynyrd Skynyrd - Sweet Home Alabama (Second Helping, 1974)
Essa é uma das minhas bandas favoritas. É a essencia do rock n'roll sulista americano.



#2 - Rainbow - Long Live Rock and Roll (Long Live Rock and Roll, 1978)
Banda clássica de Richie Blackmore, que depois formou o Deep Purple. O destaque também vai para os vocais do imortal Ronnie James Dio.



#3 - Led Zeppelin - Rock and Roll (Led Zeppelin IV, 1971)
É impossível resumir uma banda como o Led Zeppelin em uma única música, mas já fica a homenagem registrada aqui.



#4 - Blue Oyster Cult - Don't Fear the Reaper (Agents of Fortune, 1976)
Banda excelente, não sei como descrever ela. Escutem a música.



#5 - AC/DC - It's a Long Way to the Top (T.N.T, 1975)
Não poderia deixar o AC/DC de fora dessa lista. Relembrando os tempos do também imortal Bon Scott.



Bom, esse foi o "Pure Rock", espero que tenham gostado. E até a próxima com mais ROCK N'ROLL!!!