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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Somos todos poetas: A agulha sem a colher


A agulha sem a colher

Penetrando profundamente na veia
Vejo ondas que explicam o inexplicável
Ouço sons que me trazem de volta à vida
Caminho por terras antes desconhecidas

O giro contínuo traz o segredo
Vejo os olhos do arco-íris
Viajo pelas estrelas
Brinco com a loucura

Essa agulha que rasga essa pele
Faz da música um ser imortal
Entre abismos e montanhas
Faz do espírito um gigante

Não tem colher nessa droga
Use sem moderação
Tenha uma overdose de música
Sem medo de morrer
Porque é isso que a alma busca

sábado, 11 de janeiro de 2014

Somos todos Poetas: Um minuto de silêncio


Um minuto de silêncio


Um minuto de silêncio
Por todos que ainda não enxergaram
A luz no seu imenso vazio

Um minuto de silêncio
Por todos aqueles que andam perdidos
Ainda sem encontrar o caminho da razão

Um minuto de silêncio
Para os que dizem que sabem de tudo
Mas, as cabeças ainda sentem a dor

Um minuto de silêncio
E mais quanto tempo se faça necessário
Para que o mundo aprenda a abrir os olhos
E a ignorância deixe de assolar

No seu minuto de silêncio
Baixe a cabeça
Ainda tem salvação
Somente no seu silêncio

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Somos todos Poetas: O Velho Guerreiro


O velho guerreiro


Você carrega todos os meus segredos
Contei tudo sem medo
Fazendo silêncio as vezes
Exalando música quando preciso
Som leve e pesado
Juntos na mesma vibração

Você presenciou o começo
Carrega os danos do tempo
Traz a alegria e a tristeza
Unidas em uma única melodia

Você interpretou grandes clássicos
Mesmo nunca tendo ido a um concerto
Talvez seja o que você tem de especial
Conseguir cantar sem nunca ter ouvido uma voz

Pena que você nunca vai ler isso
Mas, o sentimento é o que fica
Notas maiores ou notas menores
Com sétima ou diminutas
Não importa
Sua energia é sempre sentida
Pois você, velho guerreiro
Só pode ser uma criação divina

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Somos todos Poetas: Papel da Miséria


Papel da Miséria

Não é de hoje que a nossa sociedade
Vive presa em uma corrida veloz
Em busca do sustento para o dia
Mas, o que realmente queria
Era viver na felicidade

A jornada só leva à miséria
Quando a busca desenfreada por riqueza
Leva-nos até estradas que nunca percorreríamos
Até a beira dos abismos
Para ter mais papel no bolso

Ele nos leva a atacar o irmão
Negar ajuda ao próximo
Corromper o nosso espírito
Em busca de um alívio
Que achamos ter no papel

Ainda prefiro acreditar no melhor
Nosso destino não é a miséria
Nosso espírito vai achar o caminho
Mesmo caminhando sozinho
Para sair dessa imundice

Se você acredita no papel
Não há o que contestar
Apenas feche essa página
Viva sua vida amarga
E se afogue nesse mar

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Somos todos Poetas: Terceira carta ao Vento


Terceira carta ao Vento

Meu caro amigo
Não sei porque ainda espero sua reposta
Passo horas preciosas aguardando em vão

Caro Vento
Por que tardas tanto?
Que bondade existe nessa espera?

Sei que são apenas palavras
Que não encontraram o caminho de volta
As vezes até perdidas
Antes mesmo de partirem

Vento, velho Vento
Hoje já não espero mais por ti
Tudo aquilo que restava
Acabou por ser carregado para longe

Velho amigo, Vento
Um dia tudo voltará
Eu sei
Enquanto na espera
Falta de ti sentirei

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Somos todos Poetas: O Revolucionário Virtual


A coluna "Somos todos Poetas" está de volta, continuando a série com as letras do projeto Folie a Deux. Lembrando que o EP ainda não tem previsão de início de gravações, mas que algum dia ele irá sair, e o Rock'N'Prosa irá anunciar com o maior orgulho. Por enquanto, fiquem com os poemas que serão base para as composições.



O Revolucionário Virtual

Para quê pneus queimados? 
Se posso mudar o mundo do meu quarto
Para quê sair em passeata?
Se toda aquela revolução não deu em nada

Eu vou apertar um botão
E mudar minha nação
É isso que acredito valer
E com essa ilusão vou viver

Para quê fazer grandes discursos?
Se com uma simples imagem ganho o mundo
Para quê lutar pelos meus direitos?
Se sentado posso curtir o mundo inteiro

Eu vou fazer a revolução
E mudar minha nação
Não preciso nem sair de casa
Na verdade não preciso fazer nada

Se a violência não entra em greve
Eu mostro minha indignação na rede
Mesmo que o bandido não se entregue
Ela vai matar a minha sede

Para quê fazer um abaixo-assinado?
Se todo mundo pode compartilhar os fatos
Para quê ir ao Congresso Nacional?
Se posso apenas trocar de canal

Eu vou apertar um botão
E fazer a revolução
É com isso que vou fazer história
E ficar com toda a glória

quarta-feira, 7 de março de 2012

Somos todos poetas: Lembranças

Faz tempo que não publico nada de poesia aqui para vocês. Pensando nisso fui vasculhar aqui meu arquivo e acabei por encontrar "Lembranças". Eu me lembro que a escrevi no meu último dia em Florianópolis/SC. Depois de fazer minha última prova, depois de empacotar tudo, sentei ao computador ao som do Running Wild, e foi aí que esse poema ganhou vida.


LEMBRANÇAS

Depois de toda a luta
E de suor derramado
Chega finalmente o dia
De voltarmos ao nosso santuário

Nada é por acaso
Por onde passamos somos marcados
E nossas memórias enchem a alma
Daqueles que estiveram ao nosso lado

Todo mundo é único
Todo mundo tem o seu dom
Todo mundo tem o espírito
E a força para fazer o seu som

O mundo possui olhos
Assim também como ouvidos
Se não pode gritar
Lute para ser visto

Isso foi só uma lembrança
Dos lugares por onde passei
E sei que toda a esperança
Está naqueles a quem um dia amei

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Somos todos Poetas: Eu sou Raimundo

Como havia prometido, vou começar a divulgar as letras do Folie a Deux, mais um projeto com a marca Victor&Kael. Essa foi a primeira música composta para o projeto, espero que gostem:

EU SOU RAIMUNDO

Pois é, Raimundo
Você disse que faria diferente
Pois é, Raimundo
Disse que lutaria pra ser gente

Você sabe, Raimundo
Que nada dura para sempre
Que o mundo dá voltas
E é difícil encontrar a frente


Pobre Raimundo
Podre, Sujo, Imundo
Preso no seu mundo
Trancado lá no fundo
Pobre Raimundo
Preso no seu mundo

Siga em frente Raimundo
Não seja relutante
O caminho é frio e solitário
Mas seu destino é adiante

Não sei se você acredita no destino
Ou nos caminhos que te levam adiante
Mas, Raimundo, você vai chegar onde quer

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Somos todos Poetas: 23

Há algumas semanas atrás eu me arrisquei a escrever esses versos, e acabei não divulgando-os porque na época eles não faziam sentido. Mas, hoje, acho que eles se adequam muito bem à situação.


23

Aos 23
Eu achava que o mundo estava perdido
E mesmo sem nunca tê-lo visto
Continuava caminhando tentando não se sentir vencido

Aos 23
Eu tinha sonhos não realizados
E os deixava me abalar sempre que podia
Mesmo sabendo que um dia eles seriam desprezados

Aos 23
Eu me sentia em um vazio
Na mais longíqua das constelações
Nunca sabendo se seguia no caminho certo

Aos 23
Eu tentei acender a luz
Tentei quebrar o muro
Mas, sempre um novo era construído
E eu voltava novamente para o escuro

No seu tempo
A noite virará dia
E a canção ganhará notas
Aos 23
Não se apagará a chama que já ardia

domingo, 13 de março de 2011

Somos todos Poetas: Antes do Voo

Nem todo o tempo podemos viver de "Prosa". A poesia traduz em palavras aquilo que todos sentem e muitas vezes não conseguem perceber. Então, apenas por esse momento, vamos adicionar um pouco de poesia ao Rock'N'Prosa, afinal, somos todos poetas.

Me arrisquei a escrever alguns versos e decidi publicar aqui no blog, mas o objetivo principal deste quadro é abrir o espaço para todos os nossos web-leitores compartilhar conosco seus versos. Então, sintam-se à vontade para enviar material para o blog, podem enviar para o e-mail que está no blog.

Abrindo esse quadro, versos que foram escritos tendo como base uma foto tirada na praia de Tibau/RN por Thiago Costa.


foto: Thiago Costa


Antes do Voo

Se toda a opressão fosse um dia julgada
Se toda ousadia fosse um dia recompensada
Se parassem de nos ensinar as coisas erradas
Não custa nada sonhar na caminhada

Se o medo te faz exitar
Ou até mesmo o impede de tentar
Se a solidão bater forte em um ritmo pesado
Voar é preciso para longe do seu passado

Não devemos ter medo
O mundo é feito de erros
Por que não descobrimos isso logo cedo?
Nunca é tarde para voltar a viver

Se um dia nos atrevermos a viajar
O mundo permanecerá do jeito que está
Mas, a força que nos leva a sonhar
É a mesma que nos faz voar