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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Aqui e lá outra vez


O blog está mais para uma balada do que para um thrash metal ultimamente (estamos há quase 1 mês sem atualização), a correria está muito grande e não estou encontrando tempo - nem criatividade - para atualizá-lo. Mas, não podia deixar passar essa semana. Estamos prestes a presenciar um acontecimento histórico para Mossoró/RN e proximidades. 

Tem gente que ainda acredita que a vida não é um ciclo, que tudo não está conectado. Eu sempre acreditei que sim, nada acontece por acaso, e eis que essa semana, sou surpreendido com mais uma dessa vida. Antes de tudo, não devemos reclamar de nada que acontece, por pior que seja, e sim agradecer.

Um dos maiores sonhos que tinha era de ter uma banda, poder tocar e ver as pessoas cantando nossas músicas. Bem, passei por isso em um show do Godhound e meus olhos se enxeram de lágrimas (não, não deixei transparecer na hora, antes que me perguntem) quando vi uma pessoa, que não fazia ideia quem era, cantando Sirens, música que fiz para o primeiro EP da banda.

Andre Matos.
Estendendo para a minha coleção, umas das minhas primeiras lembranças foi, ainda na minha adolescência, de comprar o Angels Cry (1993) e o Holy Land (1995) à R$10,00 cada um, em uma promoção na extinta Glênio Discos, no centro de Mossoró/RN. Passei dias e dias viajando naqueles álbuns, lendo os encartes e cantando as músicas, sempre no "falsete", porque é impossível um ser humano comum reproduzir o tom de Andre Matos.

Ainda na infância/adolescência, o primeiro show grande que fui (com muita luta) foi o do Shaman em Fortaleza/CE, no ano de 2003. Na época eles eram minha banda favorita e foi uma emoção muito grande ver Andre Matos & Cia ao vivo. Ainda lembro da introdução Ancient Winds e da execução de Lisbon no show, grande clássico do Angra. Na ocasião até apareci no DVD RituAlive (2004) deles, no trecho do making of que aparece o show no Ceará Music. Pois bem, os anos foram se passando e eis que encontro para vender, no meio do nada, o dito DVD, quando já estava esgotado em todos os lugares, inclusive em sites internacionais. Essa história já foi contada aqui no Rock'N'Prosa (você pode conferir AQUI).

cartaz do show do Andre Matos em Mossoró/RN.
...E não é que em 2013 - 10 anos depois do show e do início da coleção - a vida aprontou mais uma das suas. Queria compartilhar isso novamente com meu amigo Thiago Costa, quem acompanhou todo o processo e quem me deu a ideia para escrever sobre isso. Depois de assistir o show em 2003, comprar o DVD em 2011, eis que vamos ter o privilégio de abrir o show do Andre Matos em Mossoró/RN. Ainda não caiu a ficha. Como a vida apronta das suas com a gente. O melhor é poder fazer isso ao lado de todo mundo que acompanhou toda a história e que é fã do cara, não vou citar aqui todo mundo, mas vocês sabem quem são. Realmente não tem preço. Será algo que transcenderá esse plano astral que vivemos.

Se você está lendo isso antes do dia 27 de outubro de 2013, ainda dá tempo de correr para Mossoró/RN e prestigiar esse momento histórico.

sábado, 19 de janeiro de 2013

As aparências enganam



Faz tempo que não conto novas histórias sobre a minha coleção. Decidi compartilhar mais uma aqui com vocês. Não sei por qual motivo, passei o dia escutando Pink Floyd, e acabei por lembrar de como conseguir um dos itens mais preciosos da minha coleção.

Acho que era a primeira semana de janeiro de 2011. Estava viajando com minha família pelo sudeste do Brasil e nossa parada final foi na capital mineira, Belo Horizonte. Era o último dia da nossa estada lá e estávamos caminhando pelo centro. Era hora do almoço e não encontramos nenhum restaurante nas redondezas, acabei perguntando a um policial, que me indicou um prédio bem velho e acabado, que segundo ele, era um shopping.

Como a fome estava grande, confiei no julgamento do policial e entramos no prédio, e é aí que começa o episódio de BH na minha coleção. Quem gosta de música sabe que uma das coisas mais raras hoje em dia é encontrar uma loja de CD's, pois bem, assim que entramos no tal shopping, me deparei com uma loja de CD's, isso mesmo uma loja de CD's. Demorei um instante para acreditar naquilo. Esqueci até que estava com fome e fui direto para a loja.

Fazia tempo que não tinha contato com tanto material bom, de vários estilos, incluindo rock, o meu favorito. Mas, dentre todos os itens um me chamou a atenção. Bem ali no canto, solitário, sem comunicação, estava um show que procurava há muito tempo, e não encontrava para vender. Ali, em BH, olhando para mim estava o DVD Pulse (1994), do Pink Floyd.
DVD Pulse (1994), do Pink Floyd.
O Pulse (1994) é uma verdadeira experiência áudio visual, um DVD que retrata um Pink Floyd já em fim de carreira, mas ainda mantendo a mesma boa forma. O DVD é digipak e duplo, com metade do show em cada DVD. No primeiro temos a abertura do show com Shine on You Crazy Diamond, Coming Back to Life e uma das melhores apresentações de One of These Days que já vi. No segundo DVD, somos contemplados com uma apresentação na íntegra do Dark Side of the Moon (1963), com direito a Wish You were Here e Confortably Numb encerrando o espetáculo.

Pois é, web-leitores, as aparências enganam, porque se não tivesse entrado no tal shopping, hoje não estaria contando essa história, nem assistindo a esse grande show enquanto escrevia esses relatos. Bem, essa foi mais uma história da minha coleção, em breve volto com mais.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Um dia de celebração



Ontem recebi um grande presente. O mais novo DVD do Led Zeppelin, o Celebration Day (2012). À princípio ele parece um DVD qualquer, para os desavisados, digo logo.

Há 2 meses atrás, depois de uma atividade suspeita na sua fanpage do Facebook, o Led finalmente anuncia que o show realizado no dia 10 de dezembro de 2007 estaria disponível em DVD, para que todo mundo que não esteve no show, como este que escreve aqui, tivesse a oportunidade de compartilhar esse momento com a banda.

Acompanhei tudo de perto. A divulgação do dirigível, da ponte sobre o rio Tâmisa (elementos presentes na capa do DVD, para você entender melhor), da música Celebration Day sendo postada no canal da banda, até a entrevista coletiva onde eles anunciaram o lançamento do DVD e exibição no cinema.
capa do Celebration Day (2012).
O que testemunhei ontem ao inserir o disco no aparelho foi um acontecimento único na história do universo. Uma das maiores bandas de rock de todos os tempos voltou no tempo por uma noite e executou seus clássicos para o seleto público. Já digo porque "seleto". Quando a banda anunciou a volta, em 2007, o único show na O2 Arena, em Londres, vendeu seus 18.000 ingressos em menos de 10 minutos.

Logo de início fui para Trambled Under Foot. Esqueci todos os telefones e e-mails quando John Paul Jones começou a executá-la no teclado. E teclados, iluminaram o show em Misty Mountain Hop e Kashmir. A mesma suavidade e agressividade (com perdão para a antítese) das guitarras de Jimmy Page marcaram Stairway to Heaven e The Song Remains the Same. Quem é clássico, é clássico, Robert Plant apesar da idade, ainda chama a responsabilidade nos vocais.

Não entendo muito do espiritismo, me corrijam se estiver errado, mas tenho certeza que o espírito do John Bonham desceu e assumiu o seu lugar na bateria no corpo do filho, Jason Bonham. Tem horas até que esquecemos que ele partiu. Execução perfeita das músicas. Destaque para Rock'n'Roll.
Led Zeppelin no palco da 02 Arena, em Londres.
Foi emocionante ver aqueles caras juntos novamente ali naquele momento. A sensação que tive foi que a banda nunca acabou, parece que eles vinham tocando juntos desde os anos 80. O show não teve aparato. Os 4 Led's e só. Nada de orquestras, músicos contratados extras, pirotecnia, nada. A música do Led Zeppelin foi o destaque do show. É claro que resumir o Led Zeppelin em 16 músicas é complicado. Queria ter visto The Rover e All my Love no show, talvez até Moby Dick, seria até uma forma de Jason fazer um tributo a mais ao seu pai.

Encerrando, esse é um dos melhores lançamentos da década, não estou exagerando, e quem quiser, pode comprar sem medo, você não se arrependerá.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sou Colecionador: Sacudindo a poeira

HammerFall (formação de 2005, da esquerda para a direita): Oscar Dronjak (guitarra), Anders Johansson (bateria), Joacim Cans (vocal), Stefan Elmgren (guitarra) e Magnus Rosen (baixo).
Em um daqueles poucos momentos em que sentamos em frente à nossa coleção, decidi hoje sacudir um pouco da poeira de alguns CD's e acabei por encontrar o Chapter V: Unbent, Unbowed, Unbroken (2005), do HammerFall. 

Confesso que fazia mais de 4 anos que não escutava esse CD. Esse álbum foi lançado logo depois do ao vivo One Crimson Night (2003), e é um bom álbum, não o melhor do HammerFall. Músicas como Secrets, Blood Bound e Hammer of Justice ficam grudadas na sua cabeça, assim também como a quase balada Never Ever.

Esse é um dos lados bons da coleção, re-encontrar seus antigos álbuns. Eu lembro que comprei esse álbum assim que saiu, na época o HammerFall era uma das minhas bandas favoritas, mas só que os demais álbuns deles foram ficando muito previsiveis e parei de acompanhar. Mas, semanalmente escuto o Crimson Thunder (2002), o melhor álbum do HammerFall para mim e um dos melhores da história do power metal (escola do rock a qual o HammerFall se enquadra).

Aproveitando o momento "HammerFall", escutei também depois de muito tempo o Glory to the Brave (1997), excelente álbum de estréia deles, de onde saíram clássicos como Glory to the Brave, The Dragon Lies Bleeding e Steel Meets Steel.
Minha coleção dedicada ao HammerFall. Acima o DVD One Crimson Night,  na primeira linha o Crimson Thunder (à esquerda) e o One Crimson Night, e na segunda linha o Glory to the Brave (à esquerda) e o Chapter V:Unbent, Unbowed, Unbroken.

E para finalizar, não podia deixar de assistir mais uma vez o show registrado no DVD One Crimson Night (2003), em Gotemburgo, na Suécia. Para minha surpresa, eu ainda lembrava das falas do vocalista Joacim Cans e revivi mais uma vez The Way of the Warrior, uma das minhas músicas favoritas do HammerFall, que brilhantemente é executada no DVD.

Bom, web-leitores, essa foi mais uma história da minha coleção. Para concluir, fiquem com The Way of the Warrior, do DVD One Crimson Night (2003):




quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sou colecionador: Rodrigo Maia

Voltando com a nossa coluna dedicada as coleções por esse Brasil, inspirada no quadro criado pelo Collector's Room. O nosso bate-papo de hoje é com Rodrigo Maia, a quem novamente agradeço pela participação.

RNP: Para começar o nosso rápido bate-papo, se apresente para os nossos web-leitores.
Rodrigo: Me chamo Rodrigo Maia, tenho 34 anos, habito a cidade de Jaú, interior de São Paulo, e sou um humilde amante do rock e heavy metal.
vista geral da coleção.
RNP: Pelas imagens da sua coleção posso ver que seu estilo preferido é o rock, mais especificamente o metal, não? Conte-nos como você começou a ser um autêntico fã de rock?
Rodrigo: Sim, meu gosto é basicamente por esses estilos, mas ouço também alguma coisa de hip hop, e algumas variações de rock.  Quanto ao meu gosto por rock, começou quando eu tinha meus 12, 13 anos, na época do colégio. Comigo aconteceu o que deve ter acontecido com muita gente, pelo menos da mesma geração que eu. Um amigo da escola aparecia com um disco (sim, naquela época era disco, bolachão de vinil mesmo, afinal de contas era 1990, por aí...) do irmão mais velho, do primo, do tio, e a molecada se reunia em torno do toca-discos pra ficar ouvindo. Quando pintava um lançamento então, daí era loucura, todo mundo doido pra ver quem conseguia arrumar pra ouvir. Logo em seguida veio o Rock in Rio 2 (1991), daí não tinha mais jeito, eu já era do rock.

RNP: A coleção de CD’s é algo indescritível, principalmente para os colecionadores. Quando você percebeu que havia deixado de ser um simples fã para se tornar um colecionador?
Rodrigo: Bom, eu me considero um colecionador desde o momento que consegui meu primeiro CD .  Foi o Black Album do Metallica, até hoje tenho ele, bem velhinho, mas inteiro. Sempre fui cuidadoso com as minhas coisas, e até hoje não é diferente. E o passar do tempo só fez aumentar a minha vontade de sempre ter mais CD's, principalmente das bandas que eu mais gosto, porque vejo um CD como uma jóia. 
Itens do Faith no More.
RNP: Sua coleção é o seu único hobby? Atualmente quantos itens fazem parte dela?
Rodrigo: Sim, hoje em dia me dedico bastante à minha coleção de CD's, não tanto quanto gostaria, seja por razões de tempo e principalmente financeiras, mas estou sempre me ligando em lançamentos, reedições, etc. Até hoje não fiz uma contagem de quantos CD's eu tenho, mas creio que deve estar em torno de 300 a 350 CD's, o que pra muita gente, principalmente meus pais, é uma loucura total....(risos)

RNP: Eu sei que nós, colecionadores, tratamos nossos CD’s como se fossem nossos filhos. Mas, sempre existe aquele “filho favorito”. De todos os seus itens qual é o seu favorito, ou seja, aquele que você não emprestaria nem para a sua mãe?
Rodrigo: Olha só, eu sinceramente não tenho um item em especial que considero mais que outro, mas tem alguns sim que são uns “xodozinhos”, como a caixa BIG FOUR, com o primeiro show dos quatro grandes, na Bulgária, uma edição com 4 CD's e 2 DVD's, o “Chemical Wedding” do Bruce Dickinson, que está autografado por ele, e a caixa Eddie's Archive, que é um item raríssimo hoje em dia e muito valioso. Mas pensando bem, acho que meu xodó é a coleção de CD's do Iron Maiden que saiu pela gravadora Castle, em 1995. São os 10 primeiros CD's, em versão dupla com os singles de cada álbum. Esses são itens que sinto orgulho em ter na coleção.  Agora quanto a emprestar para a minha mãe, eu fico tranqüilo, porque ela nunca pediria emprestado nenhum CD da minha coleção, não é o estilo dela....(risos)
Chemical Wedding (1998) autografado por Bruce Dickinson.
box do Big Four, com os shows do Anthrax, Megadeth, Slayer e Metallica, filmados em Sofia, na Bulgária. O interessante sobre esse show é que ele foi transmitido ao vivo para salas de cinema de todo o mundo, inclusive no Brasil.

RNP: Um dos grandes desafios da coleção é conseguir itens. Eu mesmo costumo entrar em qualquer loja de discos que esteja ao meu alcance, sempre buscando novos itens. Qual você acha ser a melhor forma de adquirir itens para a coleção? E se tiver, conte alguma história de algum lugar estranho onde você comprou algum item.
Rodrigo: Cara, quem curte e gosta mesmo da coleção, faz qualquer coisa pra conseguir um item novo pra ela. Eu mesmo, todo dia fico passeando pelos sites de leilão, lojas virtuais em busca de promoções e tal. Hoje em dia, até mesmo pelo fato de praticamente não existir mais lojas físicas de CD's, compro quase tudo pela internet, seja CD novo ou usado.  Quando eu morei na Irlanda, eu fazia o mesmo roteiro todo dia quando saía do trabalho. No caminho, eu passava em frente a 3 lojas de CD's, então todo dia entrava nelas, nem que fosse só para olhar, e o mais interessante de lá é que havia muitas lojas de CD's usados, os populares sebos. E quase sempre tinha muita coisa boa neles, e muito baratos. Não é à toa que voltei com uma mala cheia de CD's de lá. Acho que o lugar mais inusitado até hoje que eu comprei um CD foi em um posto de gasolina em uma estrada, só não vou lembrar qual CD que foi, porque me senti na obrigação de comprar. Estava viajando de carona com um amigo, ele estava sem nenhum CD no carro e só pegava rádio AM. Aí não tinha condição mesmo.
Piece of Mind (1983) em sua versão lançada pela gravadora Castle, de fato uma raridade.
RNP: Todo colecionador tem aquele item dos sonhos, aquele item que está reservado para quando ganharmos na Mega Sena, por assim dizer. Você poderia compartilhar o seu conosco?
Rodrigo: Bom, tem alguns itens por aí que sinceramente adoraria que fizessem parte da minha coleção.  Como atualmente estou mais focado em conseguir itens do Iron Maiden, que é minha banda favorita, meu sonho de consumo é a Eddie's Head, uma caixa que tem o formato da Eddie, mascote da banda, que tem os olhos que piscam e toda a coleção do Maiden em CD's enhanced (multimídia), apesar de já ter esses CD's. Mas acho que essa “cabeça” na coleção seria sensacional.
Álbuns do Iron Maiden, formando o Eddie, capa do Iron Maiden (1980).
RNP: Vamos falar agora um pouco sobre música. O que você tem escutado ultimamente?
Rodrigo: Cara, basicamente rock e heavy metal (risos). Mas, ultimamente tenho ouvido algumas bandas mais novas como System of A Down , Queens Of The Stone Age. Mas, acabo sempre caindo nos clássicos (Maiden, Slayer , Sepultura, Metallica, Megadeth e Pantera). Gosto de estar sempre ouvindo de tudo.
Seasons in the Abyss (1990), do Slayer.
Vulgar Display of Power (1992), do Pantera.
RNP: Eu vi essa pergunta em uma entrevista e gostaria de repassá-la para você. De todos os álbuns que você já escutou na vida, eleja os 5 melhores.
Rodrigo: Vou enumerar os 5 que eu tenho na minha coleção :
1º - Iron Maiden – Piece Of Mind
2º - Metallica – …And Justice For All
3º - Megadeth – Rust In Peace
4º - Pantera – Vulgar Display Of Power
5º - Slayer – Seasons In The Abyss
Rust in Peace (1990), do Megadeth.
...And Justice For All (1988), do Metallica.
RNP: Chegamos ao fim do nosso pequeno bate-papo, esse espaço agora é seu, deixe uma mensagem para os nossos web-leitores fãs de rock’n’roll.
Rodrigo: Victor, agradeço a oportunidade de ter dado minha humilde colaboração para o blog. Desejo que todos continuem sempre ouvindo boa música, e se essa música for rock, melhor ainda...(risos).  E longa vida ao rock and roll!!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sou colecionador: Desvendando o DVD-audio

capa do Fear of a Blank Planet (2007).
Pouco antes de publicar esse artigo, percebi que essa é a postagem de número 100 do Rock'N'Prosa. 100 vivas ao rock'n'roll.

Recentemente adquiri um novo ítem para a minha coleção, se trata do DVD-audio do Fear of a Blank Planet (2007), um dos melhores álbuns do Porcupine Tree (membro da nossa Galeria de Clássicos, confira AQUI). O que mais me motivou nessa aquisição, além de ser um grande álbum, foi a curiosidade de saber do que se trata realmente um DVD-audio.

Para início de conversa, até o começo do ano esse tipo de ítem não existia no Brasil, o primeiro que eu conheço que foi lançado de fato aqui foi a edição de 30 anos do Moving Pictures (1981), do Rush.

A mídia mais utilizada hoje para disseminar a música é o CD, mas algumas bandas ainda optam pelo velho vinyl. O vinyl comporta uma gama maior de frequências do que o CD, logo a sua qualidade é superior, mas muita gente não possui um tocador de discos, como é o meu caso. Foi pensando nisso que as bandas decidiram lançar seus álbuns no formato DVD-audio, pois hoje quase todo mundo possui um leitor de DVD.

O álbum em DVD-audio possui uma qualidade infinitamente melhor do que o CD, o som é mais limpo, você consegue distinguir os diversos instrumentos presentes, e em se tratando de uma banda como o Porcupine Tree isso meio que é essencial.
DVD-audio Fear of a Blank Planet (2007), do Porcupine Tree.
Em termos de mixagem o DVD-audio vem com dois tipos, uma 2.0 sem perdas (para quem não possui home theater) e uma 5.1 (para home theater). O termo "sem perdas" aparece porque as músicas são compactadas em termos de frequência para entrar no CD, e isso não acontece no DVD, dada a sua maior capacidade de armazenamento de dados. Entrando no DVD, a tela inicial é semelhante a um DVD qualquer de show, que nós já estamos cansados de ver, o que muda é na execução, em que apenas uma imagem estática com o nome da música fica na tela enquanto a qualidade do som toma de conta do ambiente.
menu principal do DVD-audio.
Se tiver a oportunidade de escutar no som 5.1 você poderá perceber diversas linhas de instrumento que estão no fundo da música e você acaba não percebendo. Na maioria dos casos esse tipo de produto vem com alguns bônus, no caso do Porcupine Tree a banda incluiu os filmes que passam nos telões dos seus shows enquanto executam as músicas, e além disso incluíram um EP, o Nil Recurring (2007), que eles gravaram junto com o álbum, também com uma excelente qualidade de som.
menu de escolha das músicas do DVD-audio.
Para quem gosta de música esse tipo de ítem é indispensável, e essa realidade não está muito longe do Brasil, porque o lançamento do Moving Pictures (1981) em DVD-audio abriu as portas do nosso mercado para esse tipo de produto. Que venham os DVD's-audio.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sou colecionador: O que é seu está guardado

Todo mundo já ouviu essa frase uma vez na vida, qualquer que seja a situação, ela sempre se aplica, e ela acabou por se aplicar na minha coleção.

Uma das primeiras bandas que eu escutei foi o Shaman, mega-grupo formado pelos ex-membros do Angra: André Matos, Luis Mariutti, Ricardo Confessori e o novato Hugo Mariutti. O álbum de estréia do Shaman, Ritual (2003) foi um dos melhores álbuns que eu já escutei na minha vida. Enfim, a banda tinha tudo para ser um dos maiores nomes do rock nacional, se não tivesse entrado em divergência e acabado. Eu disse "acabou", mas a banda hoje ainda está ativa só com Ricardo Confessori e novos membros, por isso não ouso chamá-los de "Shaman".

(da esquerda para a direita): Luís Mariutti (baixo), André Matos (vocal), Hugo Mariutti (guitarra) e Ricardo Confessori (bateria).
 De qualquer forma, ainda era moleque quando comprei o Ritual (2003), e escutei tanto que o orifício no centro do CD alargou, está bem, talvez tenha exagerado um pouco. No mesmo ano de 2003 eles iniciaram a sua Ritual World tour, que percorreu todo o mundo, e no ano de 2004 eles aportaram por Fortaleza/CE, para tocar no festival Ceará Music.

Com muita dificuldade convenci minha mãe a me deixar ir para o show, na época eu tinha 14 anos somente, mas consegui, e a prova está no DVD RituaLive (2005), onde apareço em uma das filmagens do Ceará Music.
capa do RituaLive (2005).
E é justamente nesse momento que minha história de hoje começa. O Shaman lançou o DVD RituaLive (2005) em dezembro de 2005, me lembro como se fosse hoje, era véspera de Natal e meu vizinho comprou o DVD, fomos até a casa dele e assistimos no último volume. Eu acabei não comprando o DVD, e meio que me esqueci, quando fui dar conta ele simplesmente já não existia em lugar nenhum, esgotado em toda as lojas do mundo.

Mas, como "tudo o que é nosso está guardado", eu ainda ia de encontrá-lo um dia. Em 2006 me mudei para Natal/RN, e por lá fiquei, até que ano passado aconteceu o inesperado. Faziam mais de 2 anos que não pisava dentro do Hiper Bompreço da Prudente de Morais, e em um sábado decidimos ir fazer umas compras justamente nele. Essa rede de supermercados já foi grande vendedora de CD's, mas seu setor está desativado faz tempo.

Não sei o que aconteceu, mas, assim que entrei no supermercado me deparei com aquela capa. Passei alguns segundos para acreditar que aquilo era real, que aquilo era o DVD do Shaman. Nem olhei para o preço, coloquei-o no carrinho na mesma hora. Quando cheguei em casa vi que ele custou até mais barato do que na época do lançamento, acho que o pessoal do supermercado até hoje não sabe a raridade daquele ítem que eles deixaram jogado na prateleira.

Vou ficar devendo a minha foto no Ceará Music, que saiu no DVD, mas, quando voltar para Natal/RN eu posto para vocês.

É isso, espero que tenham se divertido tanto quanto eu me lembrando de tudo isso, até a próxima.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sou colecionador: Os Bootlegs

Quem dera essa fosse a minha coleção, mas não é, é só para ilustrar.
 A coluna "Sou colecionador" está pouco movimentada, a idéia original de fazer entrevistas não vigorou muito. Então, decidi acrescentar a ela algumas curiosidades sobre o mundo das coleções, um pouco de saudosismo também. De qualquer forma, espero que gostem.

A maioria das pessoas define o "bootleg" como sendo um produto pirata qualquer de uma determinada banda, mas para mim ele é algo mais que isso. Pirata é pirata e bootleg é bootleg. Não sei se estou errado, por favor me corrigam, mas o bootleg é um produto não-oficial, ou seja, ele não existe originalmente no catálogo da banda em questão, diferente de um produto pirata, que é uma cópia de um produto do catálogo original da banda.

Enfim, o motivo que me leva a escrever sobre isso é que ontem me lembrei de como eram os bootlegs na época em que comecei a escutar rock'n'roll. Felizmente ainda peguei a fase antiga, antes que a internet viesse e infectasse todo mundo.

Para início de conversa, um bootleg é, em quase na totalidade dos casos, um show da banda gravado de forma amadora, seja em audio ou em vídeo. Particularmente gosto mais dos bootlegs em vídeo, porque você pode observar a banda sempre mais à vontade do que nos DVD's.

No início dos anos 2000, a banda larga da internet ainda não tinha atingido todos os cantos do Brasil, o que fazia com que os bootlegs se propagassem da maneira antiga, ou seja, de mãos em mãos. Ainda cheguei a pegar alguns em VHS, e ainda os tenho. A magia do bootleg é a sua raridade, poucas pessoas o tem, e o melhor é a troca. Por exemplo, eu tenho um show do Iron Maiden filmado em Londres, e uma outra pessoa tem um show do Pink Floyd em Roma, como colecionadores, nós podemos copiar nossos bootlegs e trocar. Essa era a magia de antigamente, porque a única forma de ter mais bootlegs era essa, tudo era analógico, não digital.

Com as músicas em audio era até mais interessante, mas isso eu não cheguei a fazer, não sou muito velho. Antes das músicas em MP3 dominarem tudo, muito disso devido ao Napster, as músicas eram trocadas entre os fãs em fitas K7. Como funcionava tudo? Algumas rádios independentes incluiam rock'n'roll em sua programação, então, armado de um gravador e uma fita o fã gravava aquela música. Quando outras pessoas gostavam, copiavam aquela música para suas próprias fitas K7, e assim a música se espalhava. O interessante é que muitas vezes, as bandas que tocavam nas rádios não tinham CD's lançados no Brasil (ou em outros países) ainda. Isso aconteceu com o Scorpions nos anos 80, quando a União Soviética não era aberta a bandas de rock, na ocasião de um show deles lá, muitos dos fãs conheciam as músicas por causa das fitas K7 passadas de mão em mão.

Ainda vivenciei o período de ligação entre essa fase e a nova fase da música, os downloads. Hoje, podemos baixar um álbum inteiro em poucos minutos. Mas, ainda vivi o tempo em que levávamos horas para baixar uma única música, isso ainda proporcionava as trocas entre fãs, através de CD's. Ainda tenho guardado alguns CD's, do início, com falhas em algumas músicas de tanto eu escutá-las.

Hoje, com a internet banda larga dominando todos os cantos do mundo, isso meio que acabou. O mundo é hoje digital, até os vídeos são digitais, os velhos VHS quase que não existem mais. E isso facilita a disseminação de tudo pela internet, eu mesmo, hoje, posso adquirir diversos bootlegs sem sair de casa, através de downloads. O lado bom é que podemos ter mais bootlegs, mas eles não possuem o mesmo valor de antigamente, onde eram quase que como um troféu para a coleção.

De qualquer modo, o bom de ter vivido aquela época é poder olhar para o mundo hoje e ver como tudo era no começo.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sim, sou colecionador: Editor-chefe e criador do Rock N’Prosa, Victor Freire

Para a primeira entrevista da seção “Sim, sou colecionador” a equipe do Rock N’Prosa entrou em cena para entrevistar o criador e editor-chefe do Rock N’Prosa, Victor Freire.

RNP: Primeiramente, Victor, se apresente a todos os nossos leitores.

Victor: Meu nome é Victor Freire, sou engenheiro mecânico e fã de rock n’roll. Há mais ou menos 3 meses criei o Rock N’Prosa para poder ficar escrevendo sobre esse estilo de música que para mim já é um estilo de vida.

RNP: Quando e como você começou a ser um verdadeiro fã de rock n’roll?

Victor: Eu costumo rir quando me lembro do início de tudo. Eu sempre gostei muito de música, já escutei axé, samba, forró, etc. Aí, em um belo domingo, acho que em 2002, quando entrei no meu quarto a televisão estava ligada e mostrando um vídeo de 5 caras com cabelos grandes tocando. Dias depois descobri que aquela banda era o Iron Maiden, e eles estavam tocando Run to the Hills. Gostei muito daquela música, logo comecei a pesquisar mais sobre a banda, e quando fui ver já estava em um caminho sem volta [risos].

RNP: Quando você percebeu que havia deixado de ser um simples fã e se tornado um colecionador?

Victor: Outra coisa que eu sempre gostei, além da música de fato, são os CD’s. Desde pequeno era fascinado por eles, meu pai tinha uma pequena coleção e eu sempre passava horas e horas abrindo os CD’s, as vezes escutando-os um pouco. Quando fui crescendo comecei a comprar alguns CD’s, ainda tenho alguns de Jorge Aragão guardados. Mas, tudo se intensificou mais quando conheci o rock n’roll. Algumas semanas depois que escutei o Iron Maiden pela primeira vez descobri que eles lançaram um álbum ao vivo chamado Rock In Rio, depois de passar o mês juntando o dinheiro da merenda da escola fui em uma loja de discos para procurar esse devido álbum. O trato que fiz comigo mesmo foi: “Só vou comprar o Rock In Rio se tiver Run to the Hills”, aquela primeira música que eu escutei. Quando peguei o álbum duplo, olhei para a última música do CD 2 e lá estava ela. Comprei o álbum, e desde esse dia não parei mais. O engraçado é que alguns anos depois descobri que o Iron Maiden não ia tocar ela no show no Rio de Janeiro, e acabaram decidindo na hora por tocar ela, obra do destino? [risos]. A questão da coleção é algo que eu sempre atentei desde o início. Assim, a idéia é: um item especial é melhor do que um item padrão. E não sei se por golpe do destino, o meu primeiro CD é uma edição limitada do Rock In Rio, que guardo com muito carinho até hoje.
Vista geral da coleção.

RNP: Atualmente, quantos itens fazem parte da sua coleção?

Victor: Minha coleção é um pouco modesta, vou alimentando-a sempre que possível, mas não é sempre que eu posso. Atualmente minha coleção é formada por 109 CD’s e 50 DVD’s entre originais e os poucos bootlegs que tenho. A maioria deles são do Iron Maiden e do Iced Earth, bandas que possuo quase todos os itens oficiais lançados e alguns bootlegs também. Ultimamente comprei alguns álbuns do AC/DC e do Black Sabbath, bandas que eu re-descubro a caca álbum que eu escuto.

RNP: Qual a melhor forma de conseguir itens? Qual dica você daria para os colecionadores que estão começando agora?

Victor: A coleção é constante, ela nunca para. Existem muitas lojas em São Paulo especializadas em rock n’roll, e elas sempre trazem itens bons. A DieHard é uma delas, tive o prazer de visitá-los lá em São Paulo, em 2008, e sempre que posso compro CD’s pelo site deles, muito bom por sinal. Outra boa forma de adquirir itens é através do eBay, sempre aparecem itens bons e raros. Você pode encontrar CD’s também em sebos e em lojas de CD’s usados, as vezes até em lojas como as Lojas Americanas você encontra itens bons. Recentemente encontrei o Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, algo que eu nunca pensei que fosse possível. A idéia é essa, entrar nas lojas e procurar, “se você procura você acha”.
Itens do Iron Maiden.

RNP: Todo colecionador tem aquele item dos sonhos, que ele ainda não conseguiu adquirir, qual seria o seu?

Victor: Existem vários itens que gostaria de ter na minha coleção, sempre que os encontro fico triste por não ter dinheiro para comprá-los, mas um dia conseguirei. Uma das minhas bandas favoritas são os Beatles, e não tenho nada deles. No ano passado a EMI re-lançou todos os álbuns em um box, esse é um item que ainda terei na minha coleção, apesar do preço alto. O Pink Floyd também possui um box com todos os seus álbuns em versão mini-LP, é outro item caro, mas que gostaria muito de ter na minha coleção. Indo agora para os itens mais difíceis de conseguir, o que está no top da minha lista são dois boxes do Iron Maiden: o primeiro é o Eddie’s Archive, um box com shows raros do Iron Maiden que nunca foram lançados anteriormente, como o show histórico em Donnington em 1988; o segundo é o box The First Ten Years, que foi lançado em 1990, e possui todos os singles lançados até aquele ano. Ambos são itens muito difíceis de conseguir, até no eBay é difícil encontrar, e é claro que quando você encontra o preço está muito alto mesmo. 
Itens do Iced Earth.

RNP: Em toda coleção existem itens que você não emprestaria de forma alguma. Quais seus itens favoritos?

Victor: Toda a minha coleção são meus itens favoritos, porque cada um tem uma história por trás. Por mais barato e fácil de conseguir que o CD tenha sido, ele tem um valor sentimental forte, que faz eu tratá-lo com muito carinho e não querer emprestar para ninguém. Mas, olhando por cima, existem dois itens que eu não emprestaria de jeito nenhum. O primeiro é o DVD do Iron Maiden no Rock In Rio, a minha versão é da primeira prensagem ainda, e é uma versão digipak. Gosto muito dele porque é diferente, assim que você abre a caixa um palco com o Iron Maiden tocando se eleva e você sente que tem o show em suas mãos. O outro item é a versão de luxo do Flight 666, um documentário sobre a turnê de 2008 do Iron Maiden. A versão de luxo vem com um livreto de 30 páginas escrito pelo vocalista Bruce Dickinson e ele não foi lançado aqui no Brasil, comprei diretamente da Inglaterra.
Detalhe dos DVD's Rock In Rio e Flight 666.

RNP: De todos os seus itens, existe algum que você considera como raro?

Victor: Tenho poucos itens raros, tenho várias edições especiais e limitadas, mas são todas recentes. Só serão considerados itens raros daqui a uns 20 anos. Mas, dos meus itens atuais posso dizer que o meu DVD do Rock In Rio é raro, você só encontrará ele hoje a venda em lojas de discos usados. Eu tenho também o single Can I Play With Madness, do Iron Maiden, lançado em 1990 quando a banda completou 10 anos, esse posso dizer que é um item que você não encontra em qualquer lugar. Outro item raro que tenho é o Live in São Paulo, do Angra. Eles lançaram 10.000 cópias digipaks desse álbum e tive o prazer de adquirir uma, hoje é muito difícil encontrar essa versão, e além do mais o meu está autografado por Kiko Loureiro.

RNP: Chegamos ao ponto da entrevista onde começamos a falar sobre música. O que você tem escutado ultimamente?

Victor: Ultimamente eu estou muito old-school, só escutando músicas antigas. Estou escutando muito Beatles e Wings, ultimamente. Quando quero relaxar escuto muito Pink Floyd também, quando o dia está mais rock n’roll coloco o AC/DC no último volume.

RNP: No cenário nacional, quais bandas ou álbuns você gostaria de destacar?

Victor: Nesses últimos tempos eu estou dando mais atenção ao cenário nacional da música do que nos anos anteriores, o nosso país possui várias bandas excelentes e a cada dia novas bandas estão surgindo. Gosto muito também de prestigiar o cenário local, sempre que posso vou aos shows de bandas aqui do nosso estado mesmo ou do Nordeste. Aqui no Nordeste têm uma banda que gostaria de destacar: que é o Dark Side, lá de Fortaleza/CE, os caras fazem um heavy metal de muita qualidade, e o show deles é muito bom mesmo. O cenário nacional possui muitas bandas boas como o Angra, o Shaman e o Hangar, só para citar algumas. Mas, uma banda que gostaria de chamar a atenção é o Tuatha de Dannan, de Varginha/MG. Os caras uniram a música folk celta ao heavy metal, o resultado final é muito bom, recentemente adquiri o DVD deles, recomendo a aquisição. Falando de álbuns, o Ritual, do Shaman, foi um dos melhores álbuns que eu já escutei na minha vida, e recentemente o Angra lançou o Aqua, uma verdadeira obra-prima. O nosso país é muito forte no rock, e isso mostra que a nossa diversidade cultural permite que diversos estilos de música sobrevivam no mesmo espaço.
Itens das bandas nacionais.

RNP: De todos os álbuns que você escutou, liste os 5 melhores de todos os tempos.

Victor: Tarefa difícil essa, todos os álbuns do Pink Floyd e dos Beatles mereciam fazer parte dessa lista, mas vou representar cada banda apenas com um álbum, aí vai:
1. Pink Floyd – Animals;
2. The Beatles – Rubber Soul;
3. Iron Maiden – Somewhere in Time;
4. Judas Priest – Painkiller;
5. Black Sabbath – Heaven and Hell.

RNP: Qual álbum você recomendaria para alguém que está começando a escutar rock n’roll neste exato momento?

Victor: O rock n’roll em geral é um estilo muito diversificado, existem vários sub-estilos dentro dele. Mas, para começar eu indicaria o Heaven and Hell, do Black Sabbath. Ele é um disco que consegue traduzir toda a essência do rock n’roll, mas se quiser algo mais “leve” eu recomendo o Pronounced Leh-érd Skin-nérd do Lynyrd Skynyd, que é uma banda de rock sulista americana, muito boa.

RNP: Estamos chegando ao fim da nossa entrevista, para finalizar deixe um recado para todos os leitores do Rock N’Prosa.

Victor: Gostaria de dizer apenas que rock n’roll é vida, seja sempre você mesmo e nunca desista daquilo que você acredita. Porque o nosso país e a nossa região, principalmente, não tolera o rock n’roll, mas estamos resistindo bravamente. Fiquem antenados no Rock N’Prosa, sempre procurarei compartilhar mais conhecimentos sobre o rock com vocês e aprender também.

Essa foi a seção “Sim, sou colecionador” deste mês, espero que tenham gostado e até a próxima.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sim, sou colecionador: A Proposta

Uma vez me disseram que “a coleção” reflete toda a personalidade de uma pessoa. Ser colecionador é valorizar as pequenas coisas, é valorizar um item pela sua história e não pelo seu valor financeiro. Ser colecionador é ter amor pela música.

O que quero fazer com esse quadro do Rock N’Prosa é compartilhar minha coleção com todos os leitores, e encorajar os leitores colecionadores também a compartilharem a sua coleção conosco. Essa idéia eu tirei de um blog que eu gosto muito, que é o Collector's Room. Minha intenção é fazer algo parecido com o que esse blog faz, mas só que numa dimensão menor.

Então, sobre o que será exatamente esse quadro? O Rock N’Prosa irá bater um papo com os colecionadores sobre música, sobre álbuns, etc.  e ao mesmo o colecionador irá nos mostrar seus itens favoritos, seus itens históricos, tudo o que ele desejar.

Gostaria de dizer que não farei nenhum tipo de seleção, por menor que seja a sua coleção ela não será desprezada. Colecionador é colecionador, não importa a quantidade de itens que tenha.

Eu já tenho alguns nomes em mente para convidar para esse quadro, mas quem desejar compartilhar sua coleção conosco pode entrar em contato com o blog para ser entrevistado.

Dentro das próximas semanas estarei acertando os últimos detalhes de como serão as entrevistas, etc.

Aguardem mais novidades em breve.