sexta-feira, 4 de maio de 2012

Rio Grande do Rock



Estava passeando pelas pastas do meu computador, e acabei por encontrar esse texto. Tinha escrito ele há um certo tempo e não sei por qual motivo, não publiquei ele. Mas, antes tarde do que nunca, essa é minha homenagem a esse estado inundado de rock'n'roll.

Confesso que quando comecei a trilhar o caminho do rock'n'roll, só dava importância para as grandes bandas, clássicas. Não sei o que aconteceu, mas hoje meu olhar está voltado para as bandas locais, com trabalho autoral, realmente não sei o que aconteceu. Uma prova disso é que um dos motivos de eu querer ir para o Metal Open Air (antes de todo o fiasco) era para ver o Hangar dentre as bandas, ao invés de ir ver o Megadeth. É até estranho ouvir isso, vocês podem pensar que é mentira, mas é verdade mesmo.

Antes de começarem as críticas, quero logo dizer que não sou nenhuma autoridade no assunto, não sou empresário, não sou organizador de shows nem nada. Vou só falar aquilo que está dentro do meu pequeno escopo.

O nosso estado possui uma cena bem definida no rock'n'roll, a rede que só envolvia Natal/RN agora envolve as cidades de Mossoró/RN, Assu/RN, Felipe Guerra/RN e Caicó/RN, só para citar algumas cidades.

Tive a oportunidade de acompanhar o trabalho de algumas bandas ultimamente, bandas que eu vi começarem e hoje estão de vento em popa. Foi assim com o Seyfer, do Thiago Seyfer e Ciro Jales, com o Evilrazor, do Ycaro Fernandes e Wendell Oliveira e o Amenkharis, do Jefson Freire. E diga-se de passagem, o primeiro show de rock que fui na vida foi aberto pelo Amenkharis e teve ainda o Darkside, de Fortaleza/CE, banda que sempre faço questão de prestigiar quando aportam pelo RN.
Evilrazor.
Outra banda que esteve presente em um dos primeiros shows que fui foi o The Red Boots, por volta de 2003, se não me engano, pois bem, os caras ainda estão na ativa, e estão trazendo um rock'n'roll de raiz no seu álbum Aracnophilia (2011). O Seyfer lançou o EP Warriors of the King (2010), trazendo o heavy metal na sua forma mais pura. O Evilrazor caminhou pelo lado mais pesado e isso tudo foi registrado brilhantemente no Be prepared...For the real holocaust (2009). E detalhe, recentemente fui informado que o Evilrazor estará na Roadie Crew desse mês, maior revista destinada ao rock'n'roll do Brasil.
capa do Be Prepared...For the Real Holocaust (2009), do Evilrazor.

capa do Warriors of the King (2010), do Seyfer.

O que queria falar com tudo isso é que todas essas bandas, apesar de não serem "clássicas", merecem o nosso respeito, porque sempre um trabalho excelente está por trás delas. Tenho certeza de que se alguma música das bandas ditas "pequenas" fossem assinadas por Ozzy Osbourne ou Steve Harris, por exemplo, elas poderiam se tornar grandes clássicos da música. Sei que é meio exagerado dizer isso, mas as vezes é o que ocorre.
capa do Godhound (2012).
Caminhando em meio a tudo isso está o Godhound, com o seu EP Godhound (2012), trazendo uma mistura do rock'n'roll clássico com o contemporâneo. O próprio Comando Etílico, com o seu excelente heavy metal clássico no seu álbum Comando Etílico (2010), começando a representar o Rio Grande do Norte no Nordeste e Brasil. Indo para o lado mais extremo, temos o excelente Expose Your Hate, do grande Cláudio Slayer, que estava listado entre as bandas nacionais do Metal Open Air, uma grande conquista de fato. Não esquecendo também da clássica Deadly Fate, banda precursora do heavy metal no Rio Grande do Norte. Nunca tinha escutado nada deles antes, até vê-los na abertura do show do Hangar, em Natal/RN, excelente banda, de fato.







Finalizando, enquanto publicava esse texto, escutava ao HardAlliance, banda de heavy metal também potiguar, do grande vocalista Lucca Medeiros.


Então, vamos prestigiar nossos filhos do rock'n'roll, porque muitas vezes bandas excelentes estão ao nosso lado e não sabemos. Fica a dica do Rock'N'Prosa.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Resenha de shows: Paul McCartney (21/04/12 - Recife/PE)



Dia 21 de abril de 2012, um dia para ficar marcado na história da música do mundo, um dia para ser lembrado para sempre nas canções dos bardos ao longo de todas as eras, sempre que um canto possa ser ecoado pela voz humana.

Se alguém me perguntasse há 2 anos atrás se eu algum dia imaginaria assistir duas vezes um dos meus músicos favoritos de todos os tempos, certamente diria que não, porque essa realidade estava muito longe. Mas, eis que a história pregou suas peças e me trouxe para assistir Paul McCartney mais uma vez.

Tudo começou, mais uma vez, com os boatos das possíveis apresentações de Paul em Recife/PE, Florianópolis/SC e Brasília/DF, só que somente as duas primeiras foram confirmadas. O que achei diferente logo de cara, desse show em relação ao do Rio de Janeiro (se quiser saber como foi, confira AQUI), foi a corrida pelo ingresso. Nada de cartão de crédito Bradesco e afins, nada de pré-venda, todos eram iguais. Sem dificuldades comprei meu ingresso para a arquibancada superior do estádio Arruda, lugar escolhido a dedo para essa apresentação, e não podia ser melhor.
Montagem do palco no estádio Arruda.
Após isso, só nos restava esperar para que o dia 21 de abril chegasse até nós, e ele não demorou. Perdi o toque do despertador, que esse ano tinha escolhido para ser Here Comes the Sun, mas acordei a tempo de pegar o ônibus às 09:00 de Natal/RN rumo a Recife/PE. O especial dessa viagem foram as companhias, pela primeira vez estava viajando com todos meus amigos de infância para assistir um grande show, ou nas palavras do grande Karlo Schneider: "O dia em que 5 discípulos de Roberto Bruce Lee se reuniram para assistir Sir Paul McCartney". Você pode não está entendo isso, mas significou muito para todos nós no momento, foi especial.

Enfim, depois de algumas horas de estrada, regadas a Paul McCartney, Beatles e conversas no ônibus (e diga-se de passagem, acabei por encontrar um ex-síndico do meu prédio indo no mesmo ônibus para o show também), finalmente chegamos à Recife/PE e ao estádio do Arruda, ou "Gigante do Arruda", como justamente chamam esse estádio.

Agora vem o melhor, se eu comecei dizendo que não esperava assistir 2 shows de Paul nesses últimos tempos, muito menos esperava cruzar com ele em algum momento da minha vida. Pois bem, chegamos no estádio por volta das 17:00 e fomos caminhando para o fim da fila kilométrica que dava acesso à arquibancada superior. Assim que chegamos no final da fila (encostados numa grade), surge o som de sirenes e um veículo apareceu por trás delas, com um tempo, o veículo passa a 2 passos de onde estávamos e um senhor estava acenando em nossa direção, era o velho Macca em pessoa. Isso já fez valer o ingresso para mim, o grupo que estava lá comigo também não acreditou, um verdadeiro brinde a todos nós.
Na fila do show. Paul McCartney entrou por esse portão na esquerda.
Após a abertura dos portões, entramos no estádio e guardamos nossos lugares. Enquanto se espera por um show desses, assunto é o que não falta, e me lembro até que acabei escutando The light that has lighted the world, de George Harrison. 

Novamente aquele DJ americano abriu o show, e novamente não prestei atenção. Por volta das 21:00 a apresentação acaba e os telões são ligados. Após 30 minutos de fotos e músicas da carreira-solo de Paul e dos Beatles, às 21:30, pontualmente, Paul McCartney sobe ao palco para contemplação dos 50.000 presentes. O interessante sobre um show desses é que o público não se resume ao Nordeste, encontrei gente de Niteroi/RJ na fila, e isso é só uma parte, com certeza tinha gente de todo o Brasil  em Recife/PE.
50.000 pessoas dentro do Arruda esperando o início do show de Paul McCartney.
Com o início do show veio a minha "apreensão". Desde o ano passado falava em ver Magical Mystery Tour ao vivo, e com o início do show veio a expectativa. Mas, Paul não desapontou e começou o show com ela, e continuou com Junior's Farm, do Wings e All my Loving, dos Beatles. Acho que perdi minha voz logo em Jet, mas não deixei de cantar Got to Get You Into my Life também. Em Sing the Changes parei para tirar umas fotos, mas o show continuou com The Night Before, dos Beatles, música que nunca tinha visto ser executado ao vivo e que Paul incluiu nessa On the Run tour.

Novamente Paul se esforçou para falar o máximo de português possível, como faz em todos os seus shows no Brasil. Depois de um tímido "Boa noite, Recife" e "Olá, pernambucanos", Paul surpreende e manda um "Povo arretado", para alegria de todos os Nordestinos presentes. O show continuou com as sempre presentes Let me Roll It (seguida de Foxy Lady, do Jimmi Hendrix), Paperback Writer e The Long and Winding Road. Ainda vieram Nineteen Hundred and Eighty-Five, dos Wings, e My Valentine, do novo álbum do Paul McCartney, Kisses on the Botton (2012). 

Agora, parem as máquinas!! Se tinha uma música que valeria a pena toda a viagem e todo o esforço, seria Maybe I'm Amazed, e foi tudo aquilo que eu achava e mais um pouco, acho que Linda McCartney deve se orgulhar, onde quer que ela esteja, toda vez que Paul executa essa música.

Depois de começar no baixo, ir para o piano, Paul volta para o violão e executa mais uma surpresa, Things We Say Today, do álbum A Hard Day's Night (1964), dos Beatles, seguida de And I Love Her, do mesmo álbum. Depois, ainda no violão, ele executou Blackbird e Here Today, seguida de Dance Tonight, com direito a coreografia do baterista Abe Jr. Depois veio simplesmente, a agora clássica da cerveja, Mrs. Vandelbilt, do Wings, seguida de Eleanor Rigby.  Um show desses possui tantos clássicos que você tem que escolher um para se sentar e salvar um pouco de energia, essa música acabou sendo Eleanor Rigby.
Paul McCartney no palco.
E quem disse que os momentos especiais acabariam? Depois de Magical Mystery Tour e Maybe I'm Amazed, veio Something, minha música favorita dos Beatles, e para quem acompanhou a resenha do ano passado, esse ano sim, consegui ligar para meu pai no meio da música. Esse ano pude ver todas as fotos de George Harrison no telão, à medida que Paul executava a música, e me foi dito por Schneider que aquelas fotos eram de Paul e George gravando Something, na época do álbum Abbey Road (1969).

Band on the Run, maior clássico dos Wings, foi executado com maestria, o que animou todo o estádio. Após ela aconteceu algo inusitado, alguém na pista prêmio gritou "Ringo, Ringo", Paul entendeu a mensagem e puxou o começo de Yellow Submarine, com direito a imagem do submarino amarelo no telão e tudo, foi um bom momento, de fato. O show continuou com a animada Ob-la-di, Ob-la-da e Back in the U.S.S.R, que no show ficou sendo "Back in M.S.S.R" (em alusão à cidade de Mossoró/RN). I've got a Feeling e A Day in the Life, seguida de Give Peace a Chance, de John Lennon, deram continuidade ao show, abrindo espaço para o que viria em seguida.

De volta ao piano, com luz de velas no telão, Paul inicia a emblemática Let it Be, seguida de Live and Let Die, e aí sim, com um verdadeiro show pirotécnico para explodir a cabeça de todos os presentes. Aquilo será de fato algo para ficar na lembrança, Paul não economizou nos fogos de artifício, uma explosão atrás da outra. Enquanto a fumaça ainda pairava no ar, o show continuou com Hey Jude, maior clássico dos Beatles.

A banda se despede do palco e volta para o primeiro bis trazendo uma bandeira do estado de Pernambuco e do Reino Unido, executando Lady Madonna, Day Tripper e Get Back, clássicos dos Beatles. Após pouca espera, Paul volta ao palco com Paul Wickens, nos teclados, e executa a épica Yesterday. Logo após, a banda inteira volta ao palco e executa a pesada Helter Skelter. E um show desses não podia acabar sem emoção, de volta ao piano, Paul dá início a Golden Slumbers, seguida de Carry That Weight e The End, faixas de encerramento do último álbum dos Beatles para encerrar um show em que a palavra "brilhante" não é capaz de descrever.
Público deixando o estádio após o show.
Bem pessoal, foi mais um show brilhante que tive a oportunidade de presenciar, talvez não tenha conseguido passar a emoção do que foi o show nessas palavras. E como diz Paul McCartney no encerramento do show: "Até a próxima".

sábado, 24 de março de 2012

Nós também fazemos covers pt.V


Uma banda que apesar de antiga, mas que só passei a escutar de um tempo para cá, é o Creedence Clearwater Revival. Tive contato com seus álbuns e daí apareceram os meus favoritos, o Cosmo's Factory (1970) e o Willie and the Poorboys (1969).

Pois bem, escutando o Cosmo's Factory (1970), a música Lookin' out my back door chamou minha atenção. A música lembra o ritmo country americano, algo parecido com Cotton Fields no Willie and the Poorboys (1969). E é essa música do Cosmo's Factory (1970) que é tema da nossa volta aos covers.

O Children of Bodom ultimamente vem fazendo muitos covers em seus álbuns, muitos inusitados, por assim dizer. Dessa vez, nem o Creedence não escapou.

Segue abaixo a versão original de Lookin' out my back door, executada por John Forgety, voz eterna do Creedence Clearwater Revival:





E agora, segue a versão death speed metal (sei que foi exagerado) do Children of Bodom:





domingo, 18 de março de 2012

Os Celtas também eram rock'n'roll


Como alguns já sabem, apesar de engenheiro, sempre fui grande fã de história. Para minha sorte, o rock'n'roll compartilha do mesmo gosto e muitas bandas lançaram trabalhos tendo a história como tema principal. Só para ilustrar, poderíamos citar o Iced Earth, que lançou uma música dedicada à Batalha de Gettysburg, como já foi tema aqui no Rock'N'Prosa (confira AQUI).

Dediquei parte do meu tempo nos últimos anos à obra de Bernard Cornwell, escritor e historiador inglês, o qual gostaria de recomendar para todos aqueles fãs de história antiga e medieval. Isso me trouxe para perto da cultura nórdica e também da Celta, pude de fato mergulhar de cabeça nesse mundo, desde a religião até a música.

Trazendo o assunto para o lado musical. A música celta sempre foi bastante rica, formada por instrumentos de percussão, sopro e de cordas. O som é bastante característico, o que influenciou o som dos bardos e menestreis na Idade Média.

Nos tempos atuais, bandas decidiram resgatar esse som e fazer novas composições, o que acabou por formar uma das minhas escolas favoritas do rock'n'roll, o Celtic Rock (ou "Rock Celta", em tradução-livre).

As bandas de Celtic Rock fogem um pouco da formação clássica do rock'n'roll. Ao invés de guitarra, baixo e bateria; temos guitarra, baixo, bateria, piano, flauta, percussão, bandolim, sanfona, dentre outros instrumentos celtas que infelizmente desconheço a nomenclatura.

Tuatha de Dannan, celtic rock brasileiro.
O movimento foi iniciado na Europa, paralelamente na Escócia e Irlanda, mas puxando a música mais para o lado "folk", como foi o caso do Thin Lizzy.

Com o passar dos anos, mais bandas foram surgindo. Ainda trabalhando com o lado "folk", no final dos anos 1980 a Espanha revelou o Mago de Öz. O Mago de Öz incluiu sanfona (ou acordeon, como queiram chamar), violino e flauta transversal ao rock'n'roll e produziu grandes composições. Infelizmente, eles nunca aportaram pelo Brasil, se não estou enganado. Minha música favorita é Molinos de Viento, tendo como tema principal a obra de Cervantes, Don Quixote.





Outra banda decidiu puxar a música celta para um lado mais extremo, o Eluveitie. A banda é nova, iniciou suas atividades em 2002, e misturou com grandeza o instrumental celta com os vocais guturais característicos do Death Metal. Os 8 integrantes da banda, dentre vocalistas e instrumentalistas celtas, fazem jus à escola do rock celta, e estão levando a bandeira do movimento adiante.





O Brasil não ficou atrás e também produziu a sua banda de rock celta, o Tuatha de Dannan. A banda natural de Varginha/MG produziu grandes álbuns, como o Trova di Danú (2004) e ainda gravou um DVD, o Acoustic Live (2009).



Enfim, enquanto essas bandas durarem e novas surgirem, a cultura Celta continuará preservada. Isso acontece com outras culturas também, como banda que misturam a música Nordestina ao rock'n'roll ou até mesmo a música clássica ao rock'n'roll. Tudo isso serve como um instrumento para se alcançar a imortalidade  da cultura.

Concluindo, para quem não conhecia essa escola do rock'n'roll, espero que tenha gostado, e que curta ela assim como eu curto.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Às Mulheres


Um dia como outro qualquer, até um massacre ter dizimado um grupo de mulheres no Reino Unido, que lutavam por seus direitos. O mundo passou a ver essas pequenas criaturas divinas com outros olhos e passaram a "celebrar" isso no dia de hoje, homenagem mais que justa traduzida no Dia Internacional da Mulher.

Então, o mínimo que o Rock'N'Prosa poderia fazer é felicitar essas pessoas tão importantes para todos, que adicionam acordes às nossas músicas, que servem inúmeras vezes de temas para grandes canções, que iluminam o palco quando o mesmo escurece, que afinam nossas guitarras, que aquecem o espetáculo da vida...

Esse dia de hoje é dedicado a vocês. Curtam com muito rock'n'roll!!!



quarta-feira, 7 de março de 2012

Somos todos poetas: Lembranças

Faz tempo que não publico nada de poesia aqui para vocês. Pensando nisso fui vasculhar aqui meu arquivo e acabei por encontrar "Lembranças". Eu me lembro que a escrevi no meu último dia em Florianópolis/SC. Depois de fazer minha última prova, depois de empacotar tudo, sentei ao computador ao som do Running Wild, e foi aí que esse poema ganhou vida.


LEMBRANÇAS

Depois de toda a luta
E de suor derramado
Chega finalmente o dia
De voltarmos ao nosso santuário

Nada é por acaso
Por onde passamos somos marcados
E nossas memórias enchem a alma
Daqueles que estiveram ao nosso lado

Todo mundo é único
Todo mundo tem o seu dom
Todo mundo tem o espírito
E a força para fazer o seu som

O mundo possui olhos
Assim também como ouvidos
Se não pode gritar
Lute para ser visto

Isso foi só uma lembrança
Dos lugares por onde passei
E sei que toda a esperança
Está naqueles a quem um dia amei

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Uma pequena pausa no rock


Como diz o livro sagrado do catolicismo: "Nem só de pão viverá o homem". Muita gente pensa que passo o dia vivenciando o rock'n'roll, mas isso não é bem verdade, passo a maior parte do dia escutando outras escolas da música.

Faz tempo que pensava em compartilhar isso com vocês, mas não encontrava uma forma, porque o Rock'N'Prosa é um blog de contos do rock, por que eu iria falar sobre MPB ou música lírica?

Acima de tudo rock é música, e música deve ser respeitada em todas as suas vertentes. Então, pensando nisso foi que decidi fazer uma pequena pausa no rock nessa série de postagens.

Ultimamente tenho descoberto muitas bandas novas e bandas boas, diga-se de passagem. Vou começar a nossa série pela última banda que descobri.

Estava ontem em uma loja de produtos naturalistas, especializada na cultura hindú, e escuto uma melodia muito agradável, misturando música celta com o canto lírico. Me senti na obrigação de perguntar que banda era aquela, foi aí que fui apresentado a Loreena McKennit.
Loreena McKennit com a sua harpa, apenas um de seus instrumentos.
Loreena McKennit é uma cantora lírica e multi-instrumentista canadense. Ela mistura o new wave, com a música celta e elementos da música hindú. Apesar de sua carreira longa (25 anos aproximadamente), essa foi a primeira vez que ouvi falar dela, mas já despertou o interesse pelo seu trabalho.

A música celta tem muita relação com o rock, temos por exemplo o Blackmore's Night, projeto do Ritchie Blackmore com Candice Night. No lado mais pesado temos o Eluveitie e aqui no Brasil o Tuatha de Dannan. Todas essas bandas tem em comum a mistura do rock com a música celta, e não nego que essa é uma das minhas escolas favoritas do rock'n'roll.

Voltando à nossa peça central. Para minha surpresa, no decorrer da minha pesquisa encontrei que Loreena McKennit tem um álbum de ouro no Brasil, o The Visit (1991), sinal de que ela é familiar para o público brasileiro. O seu trabalho mais recente é o The Wind That Shakes the Barley (2010) e mais um álbum ao vivo fará parte da sua discografia, o Troubadours on the Rhine (2012).

Para finalizar, vou deixar vocês com a música com a qual Loreena McKennit foi apresentada a mim, The Mummer's Dance: